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Produção da Replan, maior refinaria da Petrobrás, caiu 85% em setembro

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Queda de processamento de derivados foi causada por parada de manutenção em uma unidade de hidrotratamento de diesel, no momento de aumento da demanda interna por combustíveis, beneficiando ainda mais as importadoras de combustíveis

 

 

No fim de setembro, a Refinaria de Paulínia (Replan), maior do Sistema Petrobrás, registrou a menor produção do ano. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram processados 1.546.811 metros cúbicos de derivados de petróleo, um volume 85% menor do que o registrado em agosto.

 

 

Para o economista e assessor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cloviomar Cararine, o resultado é um aumento ainda maior das importações de combustíveis. “Isso favorece o aumento da importação, então é importante que a unidade aumente sua carga de processamento [nos próximos meses]”, informa.

 

 

O aumento da importação, inclusive, é alvo de críticas de especialistas e defensores da Petrobrás enquanto empresa pública. “O certo é a construção de mais duas ou três refinarias estatais para que seja possível suprir a demanda nacional, senão sempre correremos o risco de desabastecimento com qualquer aumento de consumo, porque a companhia não tem capacidade de abastecer todo o mercado de derivados”, explica Cararine.

 

 

O que causou a queda na produção da empresa? 

 

 

Em comunicado, a companhia atribuiu a queda à parada programada para a manutenção de uma parte da unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT), que durou 20 dias no mês de setembro.

 

 

Responsável pela produção de diesel, querosene de aviação, gasolina e gás de cozinha, a Replan atende o interior paulista, sul e triângulo mineiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Goiás, Brasília (DF) e Tocantins.

 

 

Segundo Cararine, justamente por se tratar de uma parada na maior refinaria da Petrobrás, é normal esperar esse efeito, ainda que, para ele, o aumento dos preços não tenha relação direta com o ocorrido. “Se você produz menos, o preço sobe, mas o principal motivo dos aumentos não é esse e sim a política de preços da Petrobrás que precifica o derivado nacional de acordo com o importado”, avalia.

 

 

Vigente desde outubro de 2016, o preço de paridade de importação (PPI) é um modelo de cálculo que define os preços dos combustíveis vendidos nas refinarias.

 

 

O PPI considera quatro elementos centrais na definição dos preços: a variação internacional do barril do petróleo; as cotações do dólar; os custos de transporte; e uma margem imposta pela companhia, que funciona como uma espécie de ‘seguro’ para evitar prejuízos.

 

 

Vigente desde outubro de 2016, o preço de paridade de importação (PPI) é um modelo de cálculo que define os preços dos combustíveis vendidos nas refinarias.

 

 

O PPI considera quatro elementos centrais na definição dos preços: a variação internacional do barril do petróleo; as cotações do dólar; os custos de transporte; e uma margem imposta pela companhia, que funciona como uma espécie de ‘seguro’ para evitar prejuízos.

 

 

Essa política de preços tem gerado aumentos sucessivos para os consumidores. Somente este ano, o diesel aumentou 48,6%; a gasolina 50,6%; e o gás de cozinha 40,05%.

 

 

[Da página Petróleo dos Brasileiros | Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobrás]

 

 

Publicado em Sistema PetrobrásPreços dos Combustíveis, FUP

 

 

 

 




 

 

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