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Prêmio Nobel de Medicina vai para descoberta sobre receptores de calor e tato na pele

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Biólogos moleculares descobriram como calor, frio e força mecânica podem iniciar impulsos nervosos no corpo humano. Para Comitê do Nobel, essas respostas sensoriais são cruciais para sobrevivência

 

O Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia de 2021 foi  dado ao americano David Julius e ao libanês Ardem Patapoutian por suas descobertas relativas a receptores de estímulos de temperatura e contato no corpo humano.

 

Os dois biólogos moleculares, que moram nos Estados Unidos, foram anunciados como vencedores do prêmio pelo secretário-geral do Comitê da homenagem em Estocolmo, Thomas Perlmann.

 

Também parte do Comitê, Patrik Ernfors explicou que David Julius, de 65 anos, usou a substância ativa na pimenta malagueta, a capsaicina. O uso da substância que causa ardência o fez identificar sensores dos nervos que fazem a pele reagir ao calor.

 

Já Ardem Patapoutian descobriu sensores sensíveis à pressão em células que respondem a estímulos mecânicos. De acordo com Ernfors, essas respostas sensoriais “são cruciais para a nossa sobrevivência e portanto uma descoberta muito importante e profunda”.

 

No ano passado, a dupla também dividiu o prestigioso prêmio Kavli de Neurociência.

 

O Nobel de 2020 foi para três cientistas que descobriram o vírus da hepatite C, que destrói o fígado. A descoberta levou a curas para a doença fatal e à implementação de testes para evitar que o vírus se espalhe em bancos de sangue.

 

O Prêmio Nobel consiste numa medalha de ouro e 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a 1,14 milhão de dólares.

 

O Nobel de Medicina foi o primeiro a ser entregue este ano. Durante a semana, o Comitê vai tornar conhecidos os vencedores da homenagem nas categorias Física, Química, Literatura, Paz e Economia.

 

Do DW Brasil

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