Câmara rejeita pedido de cassação do prefeito por 13 votos a 4. Requerimento de impeachment havia sido articulado pelo deputado Eduardo Bolsonaro

 

 

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), derrubou ataque bolsonarista na Câmara Municipal, nesta terça-feira (3). Por 13 votos a 4, os vereadores rejeitaram pedido de cassação do prefeito. O requerimento do processo de impeachment havia sido articulado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), acompanhado dos também deputados Carla Zambeli (PSL) e Hélio Lopes (PSL-RJ), “assessor especial” de Bolsonaro. Também participaram o candidato a prefeito derrotado nas urnas por Edinho em 2020, Doutor Lapena (Patriota) e seu candidato a vice, Coronel Prado (Podemos).

 

 

Segundo o portal G1, o pedido de impeachment foi feito com base em “denúncias de irregularidades na aquisição de respiradores durante a pandemia de Covid-19 e foi assinado por Wagner Tadeu Silva Prado, o Coronel Prado.

 

 

“Sobre o ataque da família Bolsonaro a Araraquara: nossa cidade se destacou no combate à pandemia por defender a ciência e a medicina. O bolsonarismo prega negacionismo e incentiva o genocídio. Só isso explica essa obsessão por nos atacar: representamos a derrota ideológica deles”, afirmou o prefeito em sua conta no Twitter nesta terça-feira.

 

 

O vereador Paulo Landin (PT) chamou o pedido de impeachment de “tentativa de 3º turno” pela chapa derrotada nas eleições municipais, destacou o G1. Ele salientou que há uma Comissão de Especial de Inquérito (CEI) na Câmara para investigar a mesma denúncia e denominou de “invasão” a entrada do grupo que foi protocolar o pedido de investigação e cassação.

 

 

A vereadora Luna Meyer (PDT) disse que o pedido era patético e a promoção de uma bandeira política visando às próximas eleições. Felipa Brunelli (PT), Rafael de Angeli (PSDB) e Thainara Faria também classificaram o pedido de eleitoreiro.

 

 

Araraquara tem sido referência no Brasil no combate à pandemia, valorizando a ciência e a medicina. Por isso, é alvo dos bolsonaristas.

 

 

Diferentemente do governo federal, que abandonou a população à própria sorte, a Prefeitura de Araraquara intensificou seus programas sociais durante a pandemia, gerando trabalho, emprego e renda. Por meio do seu programa de segurança alimentar, a Prefeitura atende mais de 25 mil famílias, com uma política pública perene, que ocorre todos os meses. A provocação do bolsonarismo, mais uma vez, expõe e humilha as famílias em nome de uma espúria disputa política.

 

 

Da CUT Brasil