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Preço do petróleo impacta exportação de árabes ao Brasil

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Valor de embarques para nós cresceu 134% em janeiro; tensão na Ucrânia deve impactar preço por aqui

 

 

O Brasil mais que dobrou as importações de países árabes em receita em janeiro por causa da elevação dos preços internacionais do petróleo. Os principais produtos fornecidos pela região ao mercado brasileiro foram os combustíveis minerais, dos quais o aumento nas compras foi de 711% em valores em relação ao mesmo mês de 2021, segundo levantamento do Departamento de Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, com base em dados do Governo Federal.

 

 

No geral, as importações brasileiras de produtos árabes somaram US$ 772 milhões em janeiro, com alta de 134% sobre o mesmo mês de 2021. Desse total, os combustíveis minerais foram mais que a metade, US$ 507 milhões, e o óleo de petróleo bruto representou o maior volume. Em janeiro de 2021, o barril de petróleo bruto Brent teve cotação média de US$ 53,60 contra US$ 83,92 no mês passado. Nesta semana, o preço disparou novamente por causa do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

 

 

“O crescimento expressivo das importações de combustíveis minerais se explica pelo aumento do preço que essa commodity tem apresentado no mercado internacional”, informa a análise da Inteligência Comercial da Câmara Árabe. Os preços altos do petróleo têm sido um desafio para os países mundo afora já que as cotações impactam diretamente nos preços dos combustíveis e na inflação. O reaquecimento das economias pelo abrandamento da Covid-19, no entanto, vem impulsionando o consumo e pressionando os preços.

 

 

Juntamente com os químicos inorgânicos, os combustíveis minerais formaram em janeiro o grupo de produtos que influenciaram o aumento das importações feitas pelo Brasil dos países árabes em valores. O segundo produto mais importante nas exportações de países árabes ao mercado brasileiro, o fertilizante, teve queda de 1,7% em janeiro sobre o mesmo mês de 2021. Caiu também, no período, a receita com vendas árabes ao Brasil de plásticos, em 1,2%, e de alumínio, em 35,2%.

 

 

Os últimos acontecimentos registrados sobre a invasão da Rússia à Ucrânia despertaram dúvidas negativas não só na Europa e nos EUA, mas também em todos os países que mantêm parcerias políticas e comerciais com as duas nações em conflito. Somente na manhã desta quinta-feira, 24, o preço do barril de petróleo Brent alcançou US$ 100,04 pela primeira vez desde setembro de 2014 e as projeções realizadas por especialistas indicam que este valor pode atingir os US$ 120 até o final de fevereiro. Sendo o segundo maior produtor de petróleo do mundo, a Rússia tem a capacidade de produção de mais de 10 milhões de barris por dia, o que pode ser afetado diretamente pelos últimos conflitos.

 

 

Como consequência dos desdobramentos econômicos gerados pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia, os preços dos combustíveis terão o reajuste de até 10%, e as projeções indicam que os consumidores brasileiros chegarão a pagar, em média, até R$ 9,50 pelo litro da gasolina comum. Em relação ao diesel, com sua última alta anunciada dia 11 de janeiro, na qual o preço do diesel subiu de R$ 3,34 para R$ 3,61, as previsões, segundo especialistas, apontam que o valor pode chegar a R$ 6,51 em alguns estados do país.

 

 

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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