Ela que já foi a capital do Fórum Social Mundial, referência mundial para o Orçamento Participativo, onde a população decidia o destino dos investimentos para a cidade, hoje é uma cidade que se tornou desumana, sem política para Habitação Popular, que no meio de uma pandemia não apresenta uma solução para mais de três mil pessoas vivendo nas ruas, sem política de mobilidade urbana, com trânsito caótico. Para completar, o prefeito Sebastião Melo (MDB) ainda quer vender um patrimônio da cidade,a Companhia Carris Porto Alegrense. A capital dos gaúchos no dia 26 de março de 2022, chegará a 250 anos.

 

O Jornal Brasil Popular abre a partir desta semana a cobertura especial sobre o aniversário da cidade. Teremos matérias, artigos contando um pouco daquela que é conhecida por ser a Porto dos Casais quando da criação da Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. Um ano depois, alterada para a Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre, com seu povoamento começado em 1752, com a chegada de 60 casais açorianos. Isso é o que consta na história oficial, segundo o site da Prefeitura de Porto Alegre.

 

Porém o JBP quer contar a formação de Porto Alegre com indígenas, negros e marcada por muita segregação.

 

A cidade de Porto Alegre completará 250 anos em 26 de março de 2022. Apesar das reiteradas referências aos açorianos, 20 anos antes se instalara aqui no Morro Santana o sesmeiro Jerônimo de Ornelas, vindo da Ilha da Madeira, tendo em volta de si mais ou menos a mesma população que era aquela dos Açores.

 

Porto Alegre é, na verdade, mais negra que a açoriana. Um terço de sua população eraformada por negros em 1780, muitos eram escravos e sendo responsáveis pelos serviços braçais mais pesados. Lavar roupas no Riachinho (atual Arroio Dilúvio) ali próximo onde fica o atual Gasômetro era feito por mulheres que subiam a atual General João Manoel com suas trouxas de roupas na cabeça. Assim, ficou conhecido como Morro da Formiga.Naqueles tempos este curso de água chegava até este local, por isso a Ponte de Pedra onde ele cruzava.

 

Os açorianos que deveriam ir colonizar as Missões ficaram aqui esperando por 20 anos jogados à própria sorte, recebendo terras aqui só em 1772.

 

O mito açoriano como o apagamento da presença marcante dos negros será exposto, e a verdade será contada aqui.

 

Este é o compromisso do Jornal Brasil Popular.