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Por que Lula conquistou o Brasil?

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A última pesquisa (9/2) da Quaest Consultoria confirma o que todas as pesquisas anteriores vêm mostrando. Líder isolado nas pesquisas, Lula pode ganhar no primeiro turno.

 

 

Essa possibilidade gera verdadeiro pavor na extrema direita e na direita da chamada e fracassada terceira via, mas seria o que mais interessa ao movimento pela derrota do fascismo e a reconstrução democrática do Brasil.

 

 

Como explicar essa avassaladora força eleitoral de Lula que, em pouco mais de dois anos, desde que conquistou a sua liberdade naquele histórico 8 de novembro de 2019, é uma força que vai muito além do campo da esquerda e já conta com o apoio, a simpatia ou o reconhecimento da maioria da sociedade, até mesmo de setores da Faria Lima e de militares do alto escalão?

 

 

A explicação inevitável encontraremos na política genocida de Bolsonaro, que permitiu a morte por Covid de 620 mil brasileiros, mas tiveram igualmente grande peso a volta da fome, da carestia e o elevado desemprego, bem como o estado de completa devastação econômica, social, cultural e tecnológica do país, de seu absoluto isolamento internacional. Como se não bastasse, toda essa desgraça vem acompanhada pela disseminação oficial do ódio contra a população negra, contra as mulheres que lutam por seus direitos, contra a população LGBT+, contra os trabalhadores, os pobres e nordestinos.

 

 

Foi exatamente essa interminável lista de maldades atingindo quase todos os setores da sociedade que fez o povo acordar e identificar o verdadeiro culpado por esse pesadelo nacional: o “ex-mito”, Bolsonaro. 

 

 

Enquanto isso, Lula, livre, leve e solto, soube captar o sentimento de cansaço, arrependimento, indignação e revolta que permeia a sociedade, especialmente o seu desejo de varrer de vez o governo Bolsonaro e tudo o que ele representa de ódio, morte, incompetência, ignorância e boçalidade, mas que as fake news embalava como sendo a defesa de “Deus, Pátria e Família”. A desilusão de quem nele votou passou a ver que “Deus” era o do dinheiro, do orçamento secreto; a “Pátria”, era a do fascista Trump; e a “Família” era a sua família, das rachadinhas.

 

 

Nas condições de um país devastado e de um povo faminto e humilhado e com um discurso politicamente inclusivo, Lula passou a ser visto por classes sociais antagônicas como a saída da catástrofe bolsonarista. Saída temporária, para setores da burguesia que são forçados pela realidade a apoiá-lo, mas solução permanente para o povo brasileiros, os trabalhadores, os jovens, as mulheres e as populações negra e indígena.

 

 

Fazendo da disputa política uma arte de congregar e unir no momento certo a vontade da maioria, Lula apresenta para o país as demandas do povo como sendo uma obrigação moral humanista, colocando na defensiva o insensível mercado e sua ideologia neoliberal.

 

 

Lula sabe e não esconde que a reconstrução democrática do Brasil e passa principalmente pelo esforço do governo de retomar o crescimento econômico e isso vai exigir a volta do protagonismo do Estado, dos investimentos públicos, a retomada do bancos públicos (BNDES, inclusive) a recuperação da Petrobras e a manutenção da Eletrobras como empresa pública. Que será necessário o restabelecimento da regulação dos estoques de arroz, feijão, mandioca, criminosamente zerados pelo governo Bolsonaro, do mesmo modo a tomada de medidas emergenciais para a geração de emprego e renda e a recuperação do Bolsa Família em novas bases.

 

 

Para fechar essa análise, muito oportuna na passagem do aniversário de 42 anos do PT, partido que encabeça a saída da crise nacional que vive o Brasil, adiantamos ser cada dia menos provável que o “inesperado”, sonhado pela oposição da terceira via, possa acontecer.

 

 

E mesmo que Bolsonaro seja forçado pela direita antilulista a desistir de sua candidatura, para pôr fim ao que ela chama de “polarização”, esse fato dificilmente seria maior do uma marola e por isso não terá forças para mudar o sentido progressista da grande correnteza da mudança democrática e popular que avança no Brasil. 

 

 

(*) Por Val Carvalho – escritor e militante de esquerda

 




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