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Poluição por plásticos pode duplicar até 2030 no mundo

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Avaliação divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra crescimento de um tipo de poluição que já representa 85% do total de resíduos no oceano. Cadeia produtiva e de consumo também contribui para as mudanças climáticas. Os humanos também são afetados de forma direta, já que o material pode ser ingerido por meio de frutos do mar, bebidas e até mesmo pelo sal comum

 

Relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta semana aponta que a poluição causada por plásticos deve duplicar até 2030 em todo o mundo. Hoje, eles são a maior, mais prejudicial e mais persistente parte do lixo marinho, representando pelo menos 85% do total de resíduos nos oceanos.

 

O documento, intitulado “Da poluição à solução: uma avaliação global do lixo marinho e da poluição plástica”, enfatiza que os plásticos também contribuem para as mudanças climáticas. Utilizando uma análise do ciclo de vida do material, os pesquisadores concluíram que a produção de plásticos foi responsáveis pela emissão de 1,7 gigatoneladas de CO2 equivalente em 2015, quantidade que deve aumentar para aproximadamente 6,5 gigatoneladas até 2050. O número representaria 15% do total do orçamento global de carbono, a quantidade de gases de efeito estufa que podem ser emitidos, mantendo o aquecimento dentro das metas do Acordo de Paris.

 

Os autores do estudo também alertam que apenas a reciclagem não é a saída para solucionar a crise da poluição causada pelo material, lembrando ainda que modalidades como os biodegradáveis, por exemplo, representam uma ameaça química semelhante à dos plásticos convencionais.

 

Urgente

 

Segundo a diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, a avaliação divulgada “fornece o argumento científico mais forte até o momento para a urgência de agir e voltado à ação coletiva para proteger e restaurar nossos oceanos”.

 

Ela ressalta que uma grande preocupação é o que acontece com produtos como microplásticos e aditivos químicos, conhecidos por serem tóxicos e perigosos para a saúde humana, além de uma ameaça à vida selvagem e aos ecossistemas.

 

“A velocidade com que a poluição plástica oceânica está chamando a atenção do público é encorajadora. É vital que usemos este impulso para focar nas oportunidades de um oceano limpo, saudável e resiliente”, argumenta Andersen.

 

Impactos da poluição por plásticos

 

O relatório destaca riscos já conhecidos relacionados à poluição por plásticos, que ameaçam toda a vida marinha, de plâncton e mariscos a aves, tartarugas e mamíferos, que podem enfrentar graves risco de intoxicação, desordem comportamental, fome e sufocamento. Corais, manguezais e leitos de capim-marinho são sufocados por resíduos que os impedem de receber oxigênio e luz.

 

Os seres humanos também são afetados de forma direta, já que o material pode ser ingerido por meio de frutos do mar, bebidas e até mesmo sal comum. Ele também pode penetrar na pele e ser inalado quando suspenso no ar. Nas fontes de água, esse tipo de poluição pode causar alterações hormonais, distúrbios do desenvolvimento, anormalidades reprodutivas e até mesmo câncer, lembra o estudo.

 

A pesquisa aponta para a necessidade de redução imediata dos plásticos, com uma transformação em toda a cadeia de valor que envolve sua produção. Outros investimentos precisam ser feitos em sistemas de monitoramento mais robustos e eficazes para identificar as fontes, escala e destino do plástico.

 

Os autores alertam que é preciso ainda promover a mudança para práticas de consumo e produção sustentáveis, além do desenvolvimento e adoção de alternativas pelas empresas e maior conscientização dos consumidores para permitir escolhas mais responsáveis.

 

Da Rede Brasil Atual com informações da UN News

 


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