Publicidade

Podemos aceitar a pauta da estupidez, imposta por um estúpido eventualmente no poder?

  • em



Com muita precisão e inteligência, assim falou Einstein sobre a burrice humana: “Há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana. Sobre o Universo eu tenho dúvidas.”

 

Vale a pena relembrar alguns itens das pautas presidenciais propostas por políticos vencedores em eleições diretas e não contestadas: – Jânio Quadros proibiu briga de galo; o uso de biquini pelas mulheres no banho de mar e namoro nas praias brasileiras. – Fernando Collor confiscou os ativos financeiros da cidadania brasileira, incluindo os depósitos na poupança, no propósito de controlar a inflação. Ambos não terminaram os seus mandatos.

 

Na eleição de 2018, foi eleito um presidente da república absolutamente alheio às nuances do jogo político e às normas mais elementares do exercício de um mandato presidencial, mesmo quando conquistado em eleições diretas. E desconhecendo, propositadamente, os fundamentos sagrados de Democracia e da Civilização, conquistas irreversíveis das sociedades desenvolvidas. E convicto que seus filhos, identificados por números, (01,02,03), se tornaram, por nomeação paterna, príncipes herdeiros de uma coroa inexistente.

 

Esta sucessão de equívocos, aliada ao desconhecimento dos limites naturais das inflexíveis regras republicanas, estaria conduzindo o país a um retrocesso gravíssimo. Absolutamente inaceitável para um povo que, há mais de um século, busca, com coragem e firmeza, os caminhos do desenvolvimento econômico, social, tecnológico, cultural. Num plano de igualdade, da aceitação das diferenças e da soberania. Características essenciais do processo civilizatório.

 

Os desafios impostos pelo inesperado surgimento do Covid -19, evidenciaram a total inadequação do atual governo ao seu enfrentamento. Governo que alia à ignorância, à estupidez e à mentira, gentilmente nomeadas como “negacionismo”. Adicionando, talvez, um componente de demência. Cujo trágico resultado se evidencia em quase meio milhão de mortes – a maioria evitáveis, diga-se – em pouco mais de um ano de ocorrência da Pandemia. Óbitos assumidos com estranha frieza e insensibilidade, principalmente pelas autoridades do governo federal, na vã tentativa de torná-los algo natural. E não fruto da incompetência científica e da incapacidade de coordenar as forças disponíveis (a Pandemia trouxe junto as Vacinas), para seu enfrentamento.

 

O país assistiu, entre perplexo e incrédulo, a um novo “festival de besteiras”, desta vez trazendo nefastas consequências para sua população, de todos os níveis da escala social e econômica. Lamentavelmente, agora, a ignorância tornou-se aliada de teimosia. Uma espécie de crença religiosa, dogmática, que alguns críticos impiedosos e inconformados, já apelidaram de “jumentalismo”.

 

A reação natural da sociedade foi a solicitação de mais de uma centena de pedidos de impeachment à Câmara Federal, todos solenemente ignorados pelos seus presidentes, os quais decidiram não apreciar, sequer, a eventual pertinência dos seus fundamentos. Com essa atitude, reforçando, perigosamente, a marcha da insensatez dos governantes.

 

Graças a uma oportuna e inteligente proposta do senador Tasso Jereissati, foi sugerida, e amplamente acolhida pelo Senado, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito/CPI, para analisar a conduta do atual governo no enfrentamento da Pandemia. Cujos momentos iniciais de funcionamento colocam alguma esperança na efetiva apuração dos acontecimentos. Vamos aguardar sua evolução. As autoridades brasileiras não poderiam ficar inertes frente ao descalabro de uma gestão infeliz e incompetente. Para dizer o mínimo. O país não merece – e nossa população já não acolhe, sem reagir – esse tipo de governantes.

 

O convívio da população com a estupidez de governos, mesmo temporários por natureza, resulta na criação de um clima negativo, onde a burrice tem sua vez, e ocorre a repetição de estultices, a partir do absoluto descontrole presidencial na emissão repetitiva de tolices inacreditáveis, feitas com propósitos inconfessáveis. E que parece estar em campanha eleitoral permanente.

 

Elegeram um presidente da república sem a mínima condição de governar, por absoluta incapacidade de tomar decisões. Com fundadas suspeitas de ser portador de doença mental. Enfim, uma pessoa absolutamente desqualificada para o exercício de cargo tão elevado da hierarquia política e administrativa do país, o qual, no desempenho atabalhoado das suas funções, promove o desmonte do país. Com a pressa dos maníacos e dos medíocres.

 

Repetimos: O Brasil não merece isso!

 

 

(*) Geniberto Paiva Campos –  é médico e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP)

Brasília, maio, 2021

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *