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PMDF é acusada de usar multa para silenciar manifestantes contra Bolsonaro

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) multou 55 motoristas por “uso prolongado de buzina” em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em favor do seu impeachment e a favor da vacina contra a Covid-19. As multas foram aplicadas quando uma centena de carros participavam, no dia 17 de janeiro, da carreata que pedia o impeachment de Bolsonaro no centro de Brasília, na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.

 

Levantamento do jornal Metrópoles revelou 55 pessoas foram multadas. Segundo o jornal, a manifestante Cláudia Teixeira, que recebeu a notificação, disse que “vê a medida como uma tentativa de silenciamento e perseguição ideológica por eu ter participado de manifestação contra os desmandos políticos que vivemos”.

 

O jornal também informa que questionou a PM, a qual, em nota, explica que “no dia 17 de janeiro, último dia do evento ‘Brasília iluminada’, houve um agrupamento grande de pessoas vindas deste evento, que se juntaram a um outro grupo que iniciava uma manifestação e começaram a descer para a Praça dos Três Poderes, a pé e pela via S1, fato que causava grande risco de acidente”.

 

A corporação informa ainda que foi deslocado policiamento de outros locais para apoio. Na ocasião, também foi feita a interrupção da via S1, na altura do Itamaraty, desviando-se o fluxo para a Av. Sarney. “Isso gerou insatisfação por parte de muitos condutores que tentaram ultrapassar o desvio, utilizando-se da buzina para protestar pela ação de desvio do fluxo”, informou a PM.

 

O protesto do dia 17/1, intitulado “Impeachment na Rua”, foi organizado por um movimento suprapartidário e contou com performances artísticas, na qual uma pessoa vestida de “morte”, carregando uma foice nas mãos, seguia “matando” outros participantes do protesto.

 

Claudia Teixeira, uma das participantes, contradiz a PM e afirma que o grupo não atrapalhou o trânsito, não impediu a circulação de nenhum trabalhador nem bloqueou pedestres. “Quem celebra a Copa do Mundo, o Carnaval ou qualquer outra manifestação festiva, que também reúna pessoas em seus carros usando buzina, recebe o mesmo tratamento, com o mesmo rigor?”, questionou.

Com informações do Metrópoles

 

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