Ministro é acusado de atuar em favor de madeireiros ilegais, de tentar obstruir investigação sobre maior apreensão de madeira da história do Brasil e estimular invasão de Terra Indígena (TI) e unidades de conservação

 

 

A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A relatora do caso será a ministra Cármen Lúcia.

 

O pedido foi feito com base em notícia-crime apresentada contra o ministro pelo delegado Alexandre Saraiva, da Polícia Federal do Amazonas, por suspeita de que Salles teria tentado atrapalhar a investigação sobre a maior apreensão de madeira da história e defender o interesse de madeireiros ilegais.

 

Salles disse à imprensa que “será uma boa oportunidade para esclarecer todos os fatos”.

No pedido, o Ministério Público informou que quer apurar se o ministro do Meio Ambiente cometeu crimes como: advocacia administrativa; obstar ou dificultar a fiscalização ambiental; impedir ou embaraçar a investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

O documento enviado pela PGR ao STF o é assinado pelo vice-procurador-geral, Humberto Jaques de Madeiros.

 

No mês passado, a ministra Cármen Lúcia enviou à PGR pedidos de apuração apresentados em notícias-crime contra Salles, apontando que os fatos narrados são de “gravidade incontestável” e envolvem “tema de significação maior para a vida saudável do planeta, como é a questão ambiental”.

Com informações do G1  e IG