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Petrobrás tem acento agudo e Brasil não se escreve com z

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Como em sinistra articulação, dia 13/10, em entrevista a jornalista, após reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos Estados Unidos da América (EUA), Paulo Guedes defendeu a venda das ações da Petrobrás, patrimônio do Tesouro Brasileiro. Em 14/10, na rádio evangélica Novas da Paz, dois dias após ser vaiado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, Bolsonaro afirma “já tenho vontade de privatizar a Petrobrás”.

 

Nem estão sendo originais estes entreguistas, demolidores da Nação. Esta vontade precede a própria existência da Petrobrás, levou à morte o estadista Getúlio Vargas, foi razão de golpes de estado, em 1964 e 2016, e estes personagens apenas continuam o que foi iniciado por Fernando Henrique Cardoso.

 

Ao criar a Petrobrás, há 68 anos, a sociedade brasileira uniu civis e militares, tendências políticas à esquerda e à direita, trabalhadores e estudantes, para construir um marco da autonomia nacional, um indiscutível sinal que este povo queria sua Pátria no caminho da verdadeira independência, da soberania do Estado Nacional Brasileiro.

 

Portanto, as falas destes feitores causaram, a todos que delas tiveram conhecimento, perplexidade e, poderia dizer, um misto de repulsa e desprezo.

 

A história do petróleo brasileiro tem pontos de contato com a própria história do Brasil. Ambas começam na Bahia, com a produção comercial do petróleo e a primeira refinaria nacional, assim como chegaram as caravelas de Cabral e Thomé de Sousa, que trouxe o Regimento Régio de 1548, para implantar em Salvador, no Recôncavo baiano, o primeiro Estado brasileiro, uma colônia.

 

De algumas capitanias, a bravura de brasileiros, bandeirantes, o talento diplomático do Barão do Rio Branco, e a marcha para oeste de Vargas levaram o Brasil a ser o quinto maior país do mundo em extensão territorial. Também desde os primeiros dirigentes, o empenho dos profissionais e técnicos que não enumero para não fazer ausências, mas sintetizo no baiano diretor Haroldo Ramos da Silva e no presidente Ernesto Geisel, os petroleiros construíram a mais notável em tecnologia de produção de petróleo empresa do mundo e das principais petroleiras.

 

Hoje em desmonte, como prometeu, nos EUA, a direitistas estadunidenses Jair Messias, o que levou puxão de orelha dos católicos brasileiros na festa da Padroeira.

 

(*) Por Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado, por um quarto de século trabalhou na Petrobrás e está atualmente presidente da AEPET.

 


Energizando

 

– FUP e Sindicatos alertam para risco concreto de desabastecimento de combustíveis – A Diretoria da Petrobrás deveria aumentar fator de utilização de suas refinarias, mas na contramão das necessidades do país, a atual gestão da estatal prioriza a privatização em detrimento da produção (https://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/27347-fup-e-sindicatos-alertam-para-risco-concreto-de-desabastecimento-de-combustiveis)

 

– Petrolífera estatal do Peru planeja retomar a produção pela primeira vez desde 1990 – A estatal peruana Petroperu espera mais uma vez extrair petróleo no país andino até o final do ano para fornecer à sua refinaria de Talara (Reuters)

 

– Valor do diese é o maior nos últimos 9 anos  – Caminhoneiros ameaçam fazer uma nova greve a partir de 1º de novembro. Neste mês de outubro, o produto alcançou o maior preço médio mensal da década

 

http://www.fnpetroleiros.org.br/noticias/6826/valor-do-diese-a-o-maior-nos-altimos-9-anos

 

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