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Petrobrás privatiza refinaria no Ceará pela metade do valor real

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Ineep alerta para subvalorização da Lubnor, que fica em Fortaleza

 

 

A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira (25) a privatização da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará por US$ 34 milhões. O contrato foi assinado com a empresa Grepar Participações. No entanto, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), afirma que a Lubnor pode valer de US$ 62 milhões a US$ 70 milhões. Sendo assim, o preço negociado pela Petrobras representa, pelo menos, 55% do seu valor de mercado.

 

 

A avaliação levou em conta a capacidade de produção de derivados da refinaria e seus custos, com base em informações trimestrais da Petrobras desde 2019. Além disso, também considerou a variação do preço do petróleo no mercado internacional.

 

 

“Todavia, mesmo considerando variações, o Ineep não observou nenhum cenário em que o preço do ativo estivesse no valor vendido pela Petrobras”, afirmou o instituto, em nota. O Ineep destacou, ainda, que a Lubnor tem “um potencial importante de geração de caixa futura”. Nesse sentido, apontam que a refinaria estaria sendo “subvalorizada”.

 

 

Por sua vez, a Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) anunciou, em nota, que vai à Justiça para barrar a venda da Lubnor. “Isso significa a entrega de mais um ativo da área de refino da estatal à iniciativa privada em meio à conjuntura de escalada dos preços dos combustíveis, da inflação e de ameaça de desabastecimento interno de derivados de petróleo”.

 

 

A FUP também afirmou que acionou a sua assessoria jurídica para, junto com o Ineep, analisar os critérios adotados pela Petrobras na definição do preço da refinaria. Nesse sentido, também devem considerar os impactos econômicos e sociais do negócio para o Ceará e o Nordeste, como um todo. Os petroleiros destacam que a Lubnor é uma das líderes nacionais na produção de asfalto e a única a produzir lubrificantes “naftênicos” de uso nobre.

 

 

Para o coordenador-geral da FUP-CUT, Deyvid Bacelar, trata-se de mais uma venda de ativo público “a preço aviltado”, e sem debate com a sociedade. “Um desmonte de patrimônio público anunciado em meio a mais uma troca no comando da companhia em apenas 40 dias. Uma decisão equivocada, com possíveis efeitos perversos para a economia e o emprego nordestinos”.

 

 

Repetição

 

É a terceira refinaria da Petrobras privatizada a preços subvalorizados. No início do ano passado, a Refinaria Landulfo Alves (Rlam), na Bahia, foi vendida para a Mubadala Capital, fundo de investimentos de Abhu Dhabi, por US$ 1,65 bilhão. Na ocasião, o Ineep calculou que o valor de mercado da Rlam estaria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a privatização ocorreu por menos de 50% do seu valor.

Em agosto de 2021, foi a vez da refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, ser vendida à Atem Distribuidora por 70% do seu valor. O Ineep estimou em US$ 279 milhões o seu valor de mercado. No entanto, a Petrobras fechou negócio por apenas US$ 189 milhões.

 

 

A Petrobrás afirma que a participação dessas unidades vai “dinamizar” o mercado de refino no país, por supostamente promover mais competição entre os agente. Especialistas apontam que o argumento é “falacioso”, já que as refinarias da Petrobras foram estruturadas para atender a mercados regionais, e não competem entre si.

 

 

A realidade confirma a falácia da atual direção da estatal. Com a privatização da Rlam, por exemplo, a Bahia passou a ter os combustíveis mais caros do país.

 

 

PPI

 

A Petrobrás tomou a decisão de reduzir a sua participação no setor de refino em 2016. O objetivo é priorizar a exploração e produção de petróleo do pré-sal, que conta com margem de lucro muito maior. Desde então, a estatal passou a dolarizar os preços dos combustíveis no país, com a introdução do Preço de Paridade de Importação (PPI). Somente de 2019 para cá, durante o governo Bolsonaro, os preço da gasolina e do diesel nos postos de combustíveis subiram cerca de 70% e 90%, respectivamente. Assim, enquanto os brasileiros sofrem com a alta dos combustíveis, os acionistas da estatal estão recebendo dividendos cada vez mais polpudos.

 

 

Fonte: RBA  com edição do Jornal Brasil Popular




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