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Pescadores da Venezuela são parte da resistência popular contra os ataques dos EUA

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Nos últimos dias, o povo da Venezuela desarmou duas operações que envolviam mercenários vinculados tanto a grupos de oposição ao governo Nicolás Maduro quanto às forças de segurança dos Estados Unidos.

 

Em imagens que correram o mundo nas redes sociais, ex-militares venezuelanos e estrangeiros tentaram invadir o território do país caribenho por via marítima com pesado armamento, entre fuzis, metralhadores e granadas.

 

Uma das imagens emblemáticas mostra o momento em que os mercenários foram rendidos por simples pescadores da região de Chuao. Outras imagens já mostram os invasores amarrados com linha de pesca, incluindo dois norteamericanos cujos passaportes foram apreendidos. Alguns dos venezuelanos apreendidos confessaram que haviam sido contratados por eles e que os mesmos são parte da segurança de Donald Trump. De fato, a jornalista Fania Rodrigues (brasileira, correspondente na Venezuela para a Revista Fórum) encontrou um vídeo de 2018, onde dois dos três americanos envolvidos aparecem como guarda-costas de Trump. Um deles é funcionário da Agencia de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA, pela sigla em inglês), segundo informações das autoridades.

 

Os mercenários tentaram se aproximar em lanchas pela costa da cidade La Guaira, no estado de Vargas. Os GPSs das embarcações indicam que elas partiram do norte da Colômbia, país que há muito serve de base para os ataques dos EUA contra a Venezuela.

 

O presidente Maduro disse que a participação dos moradores de Chuao foi fundamental: “O povo saiu, avistou os terroristas, os detiveram e os amarraram. E foi um pescador, descalço, com um pedaço de ferro na mão, que neutralizou os terroristas. Isso é o poder popular em ação”.

 

Em breve declaração, Trump negou a participação do seu governo nas ações, mas não disse nada sobre seus agentes de segurança já identificados.

 

Forças de segurança da Venezuela ainda tentam capturar 20 mercenários que conseguiram desembarcar em solo venezuelano. No total foram desarticulados três grupos, mas há informações de que seriam pelo menos 16 grupos armados na mesma operação.

 

Os estrangeiros detidos trabalham para a empresa de segurança privada Silvercorp USA, de propriedade de Jordan Goudreau, também ex-militar dos EUA, que operou em países como Iraque e Afeganistão.

 

A jornalista Patricia Poleo, identificada com a direita venezuelana, publicou nas últimas horas a prova do contrato no qual aparece a assinatura do “autoproclamado presidente” Juan Guaidó com os mercenários envolvidos na operação militar. No documento, Guaidó se compromete a pagar 212 milhões de dólares e o dinheiro seria “respaldado em barris de petróleo” venezuelano. O único argumento até agora dado pelo próprio Guaidó é que essa é uma “falsa operação” montada pelo governo venezuelano.

 

Desde 2018, o governo venezuelano denuncia a existência de campos de treinamentos mercenários na Colômbia para invadir a Venezuela. Diante da tragédia sanitária mundial, os EUA claramente tentam desviar a atenção pública do seu fracasso no controle da COVID-19, atacando a Venezuela.

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