“A probabilíssima vitória de Castillo, no Peru, é passo importante para derrotar as ações da extrema-direita na América Latina. Uma vitória de Fujimori serviria como combustível pra bolsonaristas. Que se confirme a derrota da direita fascista e se afirme o anti-imperialismo por aqui!”, postou o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), em suas redes sociais.

 

A declaração de Braga reflete o entendimento de toda a esquerda mundial. Os resultados das urnas, até o fechamento desta matéria, às 23h41 de Brasília, indicava que Pedro Castillo Terrones, candidato à Presidência da República do Peru pelo Partido Peru Livre, liderava as eleições realizadas no domingo (6).

 

 

A virada de Pedro Castillo, professor e dirigente sindical, começou nesta segunda-feira (7), quando começou a contagem dos votos da região rural, da área de selva e do exterior. Esses são os votos que definirão o segundo turno das eleições presidenciais.

 

 

Até o fechamento desta matéria, Castillo vencia Keiko Fujimori, do Partido Força Popular, um partido de extrema-direita, representante do setor empresarial, banqueiros, latifundiários e países imperialistas, por uma margem de pouco mais de 95,5 mil votos, segundo último boletim do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, sigla em espanhol).

 

Por volta das 21h20 de hoje (horário local, 23h20 em Brasília), Castillo aparecia com 50,28% dos votos válidos, enquanto Fujimori tinha 49,72%, com 96.37% das urnas já apuradas. Alfonso Cotera, empreendedor da área de economia solidária e do comércio justo, disse ao Jornal Brasil Popular que a candidata da direita já começou a questionar e pôr em descrédito o processo eleitoral. “Em toda a esquerda já se teme que chamem os militares das Forças Armadas para um golpe de Estado. Seguimos atentos”, afirma.

 

 

Durante todo o dia, militantes, simpatizantes e eleitores do Partido Peru Livre, estiveram nas ruas, mobilizados. José Díaz Tueros, professor e membro da Comissão Política do Comitê Executivo Regional de Lima Metropolitana do Partido Peru Livre, informou, ao Jornal Brasil Popular, que mais de 75% dos eleitores foram às urnas. Ele também enviou os vídeos, a seguir, mostrando a mobilização dos eleitores de Castillo nas ruas.

 

 

 

Até o fechamento desta matéria, às 23h com 96% das urnas apuradas, Castillo lidera em todas as urnas e, com base nos dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), até as 22h, hora de Brasília, os resultados indicavam a diferença em favor de Castillo em 0,55 pontos percentuais.

 

 

Ou seja, com 96% dos registros eleitorais apurados, o candidato à presidência do Peru, Pedro Castillo, reverteu os resultados preliminares, superou sua adversária da Força Popular, Keiko Fujimori, e, durante toda esta segunda-feira (7), ele liderava o número de votos nas urnas.

 

 

 

O ONPE apresentou a atualização dos dados em um portal na web para que a população pudesse acompanhar a contagem dos votos.

 

Com base nesses dados, o candidato do Peru Livre, Castillo, obteve 8.552.172 votos válidos, o equivalente a 50,27% dos votos válidos.

 

 

 

Por sua vez, Fujimori tem 8.459.997 votos válidos, o que representa um total de 49,72% das cédulas processadas.

 

Após a publicação dos novos resultados que favorecem o candidato ao Peru Livre, a candidata presidencial Fujimori expressou perante a mídia sua preocupação com uma suposta “série de irregularidades” no processo de análise da Ata. A perdedora tentando levar na mão grande a eleição. Uma coisa factível de acontecer no Brasil com as ameaças do atual gestor que está ocupando o Palácio do Planalto.

 

No primeiro corte dos resultados oficiais preliminares do segundo turno eleitoral, oferecido pelo chefe do ONPE, Piero Corvetto Salinas, por volta da meia-noite de domingo (6), foi anunciado que Fujimori estava à frente de Castillo com apenas 42% dos registros processados.

 

Em sua apresentação, Corvetto esclareceu que os primeiros resultados oferecidos correspondiam às Atas próximas dos centros de computação urbanos. “Os registros da área rural e do exterior ainda não foram apurados”, acrescentou.

 

Peru Libre pede garantias na contagem de votos

 

Ainda no domingo (6), a organização política Peru Livre pediu às autoridades que garantissem a transparência na contagem dos votos.

Divulgou um comunicado, no domingo, pedindo às autoridades eleitorais garantias para a contagem dos votos.

 

“Pedimos a garantia constitucional da devida contagem dos votos através da revisão das Leis imediatamente com a presença dos nossos representantes”, pede a organização política.

 

O Peru Livre solicitou que cada ato fosse escaneado para garantir a transparência, “a contagem dos votos será revista e realizada com representantes de ambos os partidos políticos”, acrescentou.

 

 

O grupo soltou outro comunicado semelhante às 22h em horário de Brasília, desta segunda-feira (7), exigindo transparência das autoridades eleitorais na contagem dos votos.

 

 

 

 

“Solicitamos a presença do Promotor de Prevenção ao Crime do Ministério Público em cumprimento ao disposto, para que o Guardião da Legalidade possa dar a segurança jurídica que o Peru exige na contagem de votos”, diz o comunicado do Peru Livre.

 

 

Tanto Castillo quanto Fujimori pediram a seus apoiadores que mantenham a calma e aguardem os resultados oficiais divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

Da Telesur com edição do Jornal Brasil Popular