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“Pedrada”: o protesto de Chico César no 1º de Maio Unificado

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Dentre vários artistas da Música Popular Brasileira (MPB) que participaram, neste do 1º de Maio Unificado 2021, realizado pelas centrais sindicais comprometidas com a classe trabalhadora, um dos destaques foi o cantor e compositor Chico César, com o reggae “Pedrada”.

 

A música critica o fascismo. O Jornal Brasil Popular aproveita a ocasião para alertar sobre a crise que não só o País vem vivendo por causa do governo fascista em curso, mas também para o problema da indústria do audiovisual nacional causado, deliberadamente, pelo governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) desde que iniciou o mandato.

 

Autoritário e fundamentalista no pior sentido das duas palavras, Bolsonaro já iniciou o mandato ameaçando a classe artística e retirando recursos financeiros públicos do fomento à arte e cultura do País. Uma das primeiras atitudes dele foi impedir que o Estado investisse em arte e cultura. Em 2019, o Presidente declarou que iria extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine), dizendo que ela usa o dinheiro público para financiar obras cinematográficas que atentam contra a família mencionou várias vezes o caso do filme “Bruna Surfistinha”, lançado em 2011.

 

Na época, o filme recebeu cerca de R$ 4,3 milhões em renúncia fiscal, segundo a Ancine, mas obteve bilheteria de R$ 20 milhões e foi visto por mais de 2 milhões de espectadores no cinema. O filme devolveu para os cofres públicos muito mais do que o que o governo investiu nele. Segundo produtores, três mil empresas de audiovisual ligadas à agência geram 300 mil empregos (98 mil diretos).

 

O setor cultural é um dos mais diretamente afetados pela crise econômica neoliberal do governo Bolsonaro e está mergulhado numa crise financeira sem precedentes. O cineasta Gustavo Pizzi, que concorreu a prêmio no Festival de Berlim 2021 com a série “Os últimos dias de Gilda”, apresentada no Canal Brasil, afirma que dados dos sindicatos ligados ao setor de audiovisual já contabilizam a extinção de 300 mil vagas de emprego na indústria do entretenimento brasileira em 2 anos de governo bolsonarista.

 

 

Bruno Carmelo, crítico de cinema desde 2004 e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE), declara, em artigo do blog Papo de Cinema, que o setor amarga mais um desfalque financeiro em 2021. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2021, apresentado por Bolsonaro ao Congresso Nacional e que destinou R$ 4,148 trilhões para o sistema financeiro, efetuou um corte drástico nos investimentos em Cultura e Esporte, ambos integrados ao Ministério do Turismo. O texto determinou  uma redução nos investimentos de R$ 11,6 bilhões, em 2020, para R$ 2,5 bilhões em 2021.

 

Ouça e veja, a seguir, letra e música do artista.

 

 

 

Pedrada

 

Cães danados do fascismo

Babam e arreganham os dentes

Sai do ovo a serpente

Fruto podre do cinismo

Para oprimir as gentes

Nos manter no escravismo

Pra nos empurrar no abismo

E nos triturar com os dentes

Ê, república de parentes, pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah!

Ê, república de parentes, pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah!

Cães danados do fascismo

Babam e arreganham os dentes

Sai do ovo a serpente

Fruto podre do cinismo

Para oprimir as gentes

Nos manter no escravismo

Pra nos empurrar no abismo

E nos triturar com os dentes

Ê, república de parentes, pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah!

Ê, república de parentes, pode crer

Na nova Babilônia eu e você

Somos só carne humana pra moer

E o amor não é pra nós

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah!

Fogo, fogo (queima)

Fogo, fogo

Queima, Senhor! (queima)

Todo homem que oprime outro homem

Por ganância, por dinheiro

Faz da nossa revolta teu incêndio

Cada um de nós tua fagulha, Senhor

E queima a Babilônia

Salve, Jah!

Fogo, Jah!

Mas nós temos a pedrada pra jogar

A bola incendiária está no ar

Fogo nos fascistas

Fogo, Jah!

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