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Pazuello não comparece em reunião com Exército e é notificado sobre processo disciplinar por escrito

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Cúpula militar estaria extremamente irritada com a participação do ex-ministro da Saúde em ato político com Bolsonaro; ele tem 10 dias para apresentar defesa

 

 

O  comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira, abriu nesta segunda-feira (24) um processo disciplinar para apurar a conduta do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por ter participado de ato político com Jair Bolsonaro no último domingo (23), no Rio de Janeiro.

 

 

O regimento militar impede de “manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. O ex-ministro, que é da ativa, não teria pedido autorização e o comandante do Exército já estaria planejando mandar Pazuello para a reserva. O ex-ministro tem agora 10 dias para apresentar sua defesa.

 

 

Pazuello foi convocado para uma reunião com Nogueira em que seria informado sobre o processo disciplinar. Como ele não compareceu, o ex-ministro foi notificado pelo comando do Exército por escrito, segundo apuração da CNN Brasil. O general tem 10 dias para apresentar sua defesa por escrito.

 

 

Segundo interlocutores das Forças Armadas, o alto comando do Exército estaria extremamente irritado com a participação de Pazuello, alvo da CPI do Genocídio, no ato com Bolsonaro. A edição desta segunda-feira do Jornal Nacional, da Globo, conversou com militares de alta patente, que teriam considerado o gesto do ex-ministro “intolerável” e estariam exigindo sua punição.

 

 

De acordo com esses militares, a “única saída” para o general do Exército seria punir Pazuello, sob o risco de perder autoridade entre seus pares.

 

 

A participação do ex-ministro no ato com Bolsonaro deve culminar em uma nova convocação para depor na CPI do Genocídio. O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), demonstrou indignação em relação à conduta de Pazuello e aventou até mesmo a possibilidade de mandar prendê-lo.

 

 

“Não posso afirmar que vou prendê-lo, mas pode ter certeza que, se ele mentir… Se ele tiver um habeas corpus, eu não poderei prendê-lo. Manda ele sem habeas corpus lá, ele não vai brincar mais com a CPI e a população brasileira”, declarou Aziz, em entrevista a Fabíola Cidral, Josias de Souza e Thaís Oyama, no UOL.

 

 

“O desrespeito não foi a mim e aos senadores. Foi um desrespeito à sociedade brasileira e ao Exército brasileiro. Se ele mentir, sairá algemado de lá [da CPI]”, destacou Aziz.

 

 

Da Revista Fórum

 

 

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