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País vai respirar mais democracia, mais salário e mais emprego, diz Lula ao anunciar primeiros ministros

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Em entrevista à imprensa, presidente eleito disse que o governo vai tratar com muito carinho as pessoas mais necessitadas (vídeo)

 

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (09/12) os primeiros ministros que vão compor o novo governo. Foram anunciados o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, o ex-governador da Bahia Rui Costa na Casa Civil, o ex-ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio na Defesa, o ex-governador do Maranhão Flávio Dino na Justiça e o embaixador do Brasil na Croácia, Mauro Vieira, no Ministério das Relações Exteriores. Na entrevista coletiva, também foi anunciado o próximo diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Andrei Rodrigues.

 

“Esses companheiros que foram anunciados hoje, eu espero que passem a trabalhar como jamais trabalharam, porque a tarefa que lhes foi incumbida será sempre mais difícil que as que eles já cumpriram”, disse o presidente eleito. “Podem ter certeza que nós não temos o direito de não fazermos a coisa correta e de não tratarmos com muito carinho as pessoas mais necessitadas desse país”.

 

Segundo Lula, o governo vai dar certo porque uma grande parcela da sociedade brasileira estava precisando de ar novo, de ar puro, “para que a gente possa respirar mais democracia, mais salário, mais emprego, mais educação, mais saúde e mais liberdade de expressão, e mais liberdade de comunicação”, explicou.

 

 

Polícia Federal e segurança pública

 

Na entrevista, o próximo ministro da Justiça, Flávio Dino, revelou que o diretor-geral da Polícia Federal será o delegado Andrei Rodrigues, nome aprovado pelo presidente eleito. “Nós levamos em conta a necessidade de restauração da plena autoridade e da legalidade nas polícias, também a experiência profissional comprovada, inclusive na Amazônia brasileira, uma vez que o delegado Andrei exerceu as suas funções na Amazônia brasileira que é uma área estratégica para esse governo”, explicou Dino, que acrescentou que o delegado Andrei participou do diálogo com estados e municípios, pois foi secretário extraordinário de Grandes Eventos na Copa de 2014 e nos Jogos Rio 2016.

 

Segundo Dino, uma das determinações do presidente eleito é dar total ênfase à área de segurança pública. “Na transição, e também no exercício do governo, que nós estejamos muito próximos dos policiais. Não há nenhuma razão para não haver amplo diálogo com todos os profissionais da segurança pública e isso vai ocorrer”, acrescentou.

 

Em conversa com os jornalistas, após o anúncio de ministros, Dino afirmou que a mensagem do futuro governo é a cultura da paz. E que política de armar a população civil é negativa, pois resulta em cometimento de crimes de ódio e mais violência. “O que o presidente Lula determinou foi o fim dos abusos, o fim do liberou geral.”

 

Diálogo

Rui Costa, que estará à frente da Casa Civil, disse aos jornalistas que o objetivo do governo é acabar com a fome e gerar emprego, garantindo que as pessoas consigam fazer as três refeições ao dia. Para isso, o governo trabalhará para retomar os investimentos e concluir obras paralisadas. “A Casa Civil trabalhará de forma permanente e articulada ao lado e com cada ministério para alcançar o programa de governo do presidente Lula. É uma função de gestão”, explicou. “Nós buscaremos atuar de forma articulada e transversal, chamando todo mundo. O esforço é gigantesco.”

 

O próximo ministro da Defesa, José Múcio, disse que o processo de indicação e anúncio dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica seguirá o processo dentro da tradição das Forças Armadas. “Os nomes estão sendo indicados ao presidente dentro da forma mais tradicional possível da história das Forças Armadas. É a regra que a Aeronáutica gosta, que a Marinha gosta e que o Exército gosta”, explicou. Múcio disse que conversará com os atuais comandantes na próxima semana.

 

Balanço da transição

No início da entrevista, o vice-presidente eleito e coordenador do Gabinete de Transição, Geraldo Alckmin, afirmou que a montagem da equipe de transição observou a diversidade regional, de gênero, setorial e etnia, “bastante democrática, transparente e com forte viés técnico no sentido de números, dados, levantamentos para o trabalho”, disse ele. Foram 32 grupos técnicos, além dos conselhos Político e de Participação Social.

 

Ao todo, 940 pessoas trabalham, a ampla maioria de forma voluntária. Dos 50 cargos remunerados, apenas 22 foram ocupados. Foi a menor execução orçamentária desde 2006. O Gabinete de Transição fez 180 requerimentos de informações para o governo federal. Segundo Alckmin, os trabalhos encerram na segunda-feira (12/12), com entrega relatórios finais na terça.

 

 

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