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Outdoors com críticas a Bolsonaro são removidos após pressão de ruralistas

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Um dos painéis chegou a ser derrubado por um bolsonarista com uma motosserra

 

 

Dez outdoors instalados na cidade de Sinop, Mato Grosso, contra o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL, apoiado pela UDR), foram removidos após um grupo de ruralistas e de apoiadores do mandatário pressionar a empresa de publicidade que cuida das placas, a MT Painéis, e derrubar um dos outdoors.

 

A instalação das mensagens foi promovida pela Associação Sinopense dos Patriotas e Cidadãos de Bem (Asibacipem), uma organização criada para fazer contraponto ao bolsonarismo. Participaram da iniciativa a Liga da Mulheres, a Adufmat (sindicato dos professores da UFMT ), Adunemat (sindicato dos professores da Unemat ), o PDT de Sinop e a vereadora professora Graciele (PT).

 

 

Odair José Fernandes, da Asibacipem, disse à jornalista Andhressa Barboza, do portal RBNews, que a pressão partiu do empresariado local e do agronegócio. “Foram muitas ações coordenadas e a gente entende a situação da empresa, vão devolver o dinheiro, inclusive. A empresa começou as instalações na segunda e hoje todos foram desinstalados todos. Alguns outdoors foram vandalizados após receberem ameaças e campanhas de boicote”, afirmou.

 

“A verdade é que fomos silenciados”, disse Jhoni Helen ao portal.

 

 

Uma das placas que circulou nas redes sociais traz a seguinte inscrição ao lado da foto do presidente: “Cemitérios cheios, geladeiras vacias. Governo ruim não salva vidas nem a economia”.

 

 

Reportagem da jornalista Adriana Mendes, de O Globo, destaca que bolsonaristas divulgaram nas redes um vídeo em que um homem aparece derrubando um dos outdoors com uma motosserra.

 

Rodrigo Reinehr, filho do dono da empresa de painés, afirmou que o rompimento do contrato ocorreu porque eles e os funcionários estavam “sob ameaça”. “Teve até vandalismo, derrubaram uma placa nossa. Então ´nós fizemos um acordo com o cliente, explicamos a situação. Fizemos um acordo para cancelar o contrato porque estávamos sob risco”, explicou a O Globo.

 

 

 

 

Reprodução da Revista Fórum e editada com informações do RDNews, do Metrópoles e de O Globo

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