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Os invisíveis deles; nossos visíveis de sempre

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Ao decidirem por uma mini Renda Básica Emergencial, o governo e seus asseclas começaram a falar dos invisíveis, deste Brasil que sempre falamos ser um imenso número e que deveria ser visto e escutado.

 

Guedes daria R$ 200 para cada um do jeito que fosse. Mas o Congresso que conhece um pouco mais do Brasil triplicou o valor, mas o recurso está longe de ajudar esta legião de vulneráveis.

 

Betinho do alto da singeleza foi um caminhante dentre eles, para falar da fome e criar a Ação da Cidadania contra a fome, a miséria e pela vida.

 

Vejam a visão humanista: ali, estava (ex)posta a dignidade da pessoa humana na sua inteireza. Não se limitava a dar um prato de comida. Ele criou uma Ação. Uma ação pela Cidadania!

 

Este é o fulcro.

 

Suplicy nosso vereador e ex-senador da República se debate há tempos pela Renda Mínima.

 

Hoje ele puxa a Rede Brasileira de Renda Básica- RBRB – www.rendabasica.com.br. Aqui, no Rio Grande do Sul, a Paola Carvalho tem passado informações fundamentais para os “invisíveis” deles, pois o povo está sendo humilhado para acessar a chamada Renda Básica Emergencial.

 

Temos que ramificar a RBRB país afora, criar núcleos que discutam a pobreza, estes vários “Brasis” que existem e que eles não querem ver.

 

Em Porto Alegre, apesar da correção em medidas tomadas, os moradores de rua ainda não foram visibilizados e ficaram até agora sem assistência estatal. Foram pessoas e entidades que tiveram o olhar dirigido a eles, dando-lhes não só comida, mas água e material de limpeza.

 

O mal-estar da pós-modernidade é este: querer colocar nos eixos o que interessa aos poderosos e seus aliados e botar debaixo do tapete os que incomodam sua visão: morador de rua, camelô, cadeirante, cego, os drogados e até os velhos.

 

O presidente diz primeiro que a Covid 19 é uma gripezinha que todos vão pegar. Depois dos números da morte dá de ombros e diz “e daí? ” e sai afrontando todas as regras.

 

Eles se acham presenteados com a coroa do poder absoluto e por isso que para eles tem, agora, os invisíveis. Para nós eles sempre existiram e cabe a nós seres humanos, feitos do Iluminismo, lançarmos luz e olhares mais amplos sobre a sociedade das trevas que eles querem estar, para criar um outro mundo (possível) com ações pela Cidadania, contra a fome, a miséria e pela vida.

 

Adeli Sell é vereador em Porto Alegre

 

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