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Os desafios da agricultura familiar e a pandemia

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Pode faltar alimento onde se produz alimento. Essa é a triste realidade que enfrentam muitos dos agricultores familiares no Brasil durante esta pandemia. Faltam subsídios do governo Bolsonaro e isso traz dificuldades de escoamento dos produtos devido a necessidade de distanciamento social. O resultado é que esse importante segmento produtivo do país tem que lidar com a queda dos preços e redução da demanda. São prejuízos significativos aos trabalhadores e trabalhadoras do campo, responsáveis por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa da população brasileira.

 

Esse desgoverno da incompetência de Bolsonaro e sua equipe dificultam a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo porque não apresentam propostas de investimentos e sim cortes no setor da agricultura familiar. Essa falta de apoio e de investimento acarretam dificuldades de escoamento dos produtos consumidos diariamente pelo país a fora, levando-os a insegurança alimentar e até mesmo de sobrevivência.

 

Mesmo com toda importância desse segmento, a Agricultura Familiar teve um corte no orçamento feito pelo Congresso Nacional na aprovação do projeto de Lei Orçamentária da União para o ano de 2021. Foram R$ 1,3 bilhão de subsídios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que ficaram de fora.

 

 

A agricultura familiar é importante para a preservação da cultura rural, para economia do Brasil e por isso, necessita de todo apoio com políticas públicas para que possa enfrentar os desafios durante o segundo ano da pandemia do novo coronavírus.

 

As entidades e comunidades ligadas à Agricultura Familiar se mobilizam junto aos parlamentares para que possam enfrentar esse descaso histórico com falta de incentivos públicos. Para se ter uma ideia dessa falta de compromisso, em 24 anos e pela segunda vez somente no atual desgoverno de Bolsonaro, ele não apresentou um Plano Safra específico para a Agricultura Familiar, além de juros no financiamento agrícola acima da taxa da Selic.

 

A preservação de vidas e fortalecimento da economia do país, também, são as principais discussões e propostas do 13° Congresso da CONTAG, que ocorreu de 06 a 08 de abril, em plataforma virtual. Foram debates temáticos importantes sobre grandes bandeiras de luta, como a preservação da sociobiodiversidade, fortalecimento da agricultura familiar, crédito fundiário, regularização fundiária, sustentabilidade político-financeira das trabalhadoras e trabalhadores rurais e agricultores e agricultoras familiares das cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

 

A luta tem que ser mais uma vez com firmeza e ousadia e de todos comprometidos com a proteção e conservação dos bens comuns da natureza para o fortalecimento do Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. E assim, pela democracia brasileira que está sob risco com esse desgoverno genocida, com aumento do desemprego, da fome, da miséria, de desmonte de políticas públicas estruturantes. E sem esquecer a perda de muitas vidas nessa pandemia que poderiam ser evitadas, não fosse o descaso, a omissão desse desgoverno de Bolsonaro.

 

(*) Carmen Foro é Secretária Geral da CUT

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