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Oposição quer audiência com Ibaneis para explicações sobre a ação da PM contra indígenas

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Policiais militares e legislativos lançaram bombas contra indígenas, que revidaram com flechas. Episódio ocorreu em frente ao Congresso Nacional. Antes de reprimir a manifestação dos indígenas, a PM-DF tentou intimidar um ato público pacífico do Sinpro-DF na Rodoviária e quis recolher uma faixa do sindicato

 

 

Lideranças de partidos de oposição, na Câmara dos Deputados, pediram uma audiência com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para discutir e ele, o goverandor, esclarecer a ação policial para coibir um protesto pacífico que os indígenas realizaram nesta terça-feira (22/6).

 

Informações da reportagem do Metrópoles indicam que, no confronto, policiais militares e policiais legislativos lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os indígenas e três agentes foram feridos – um policial legislativo e um militar, além de um profissional da área administrativa da Câmara – por flechadas.

 

O Jornal Nacional, por sua vez, informou que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil disse que três manifestantes ficaram feridos. Dois estão num hospital público de Brasília. E afirmou que a manifestação era pacífica e não houve nenhuma ação por parte dos indígenas que justificasse a reação violenta dos policiais.

 

 

 

Além da audiência com o governador, os parlamentares apresentaram à Procuradoria-Geral do Ministério Público Federal um pedido para apurar a responsabilidade do Governo do Distrito Federal (GDF) na ação contra os indígenas. Assinam a representação toda bancada federal do PSol, a deputada da Rede Joenia Wapichana (RR), que é de origem indígena; o deputado distrital Fábio Félix (PSol); o PT na Câmara; deputado Bohn Gass (RS); e o líder do PSB, Alessandro Molon (RJ).

 

 

 

Os indígenas protestavam contra um projeto de lei que trata da demarcação de terras indígenas e um processo de reintegração de posse movido pelo governo de Santa Catarina contra os povos Xokleng, Guarani e Kaingang que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal. O caso terá repercussão geral, ou seja, vai servir de orientação para outros processos que também discutem a demarcação de terras indígenas.

 

 

PM tentou intimidar o Sinpro-DF

 

 

Antes dos ataques aos indígenas, na manhã desta terça (22), o GDF tentou intimidar outra manifestação pacífica que ocorria na Rodoviária do Plano Piloto. O governo Ibaneis Rocha (MDB) mobilizou mais de 20 policiais militares, oito viaturas e um micro-onibus, além das viaturas do DF Legal e do Corpo de Bombeiros, para reprimir a manifestação pacífica que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) realizava na Rodoviária do Plano Piloto e para recolher a faixa da campanha “A culpa é dele”.

 

 

Segundo informações da Imprensa do sindicato, “o GDF já tentou recolher a faixa de 30 metros de comprimento e 4,5 metros de altura com os dizeres “Mais de 500 mil mortos. A culpa é dele. Fora Bolsonaro” quatro vezes.  “A campanha ‘A culpa é dele’ visa a denunciar o governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) pela excessiva mortandade por Covid-19, quase todas evitáveis, de mais de 500 mil brasileiros(as). A repressão foi filmada pela equipe cinematográfica do sindicato e denunciada nas redes sociais”, informa Letícia Montandon, coordenadora da Secretaria de Imprensa da entidade. Confira o vídeo

 

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https://fb.watch/6hzA6Vwc5Y/

 

 

Do Metrópoles com informações do G1 e Sinpro-DF e edição do Jornal Brasil Popular

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