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Oposição e sindicalistas avaliam mil dias de Eduardo Leite no RS

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Presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci Crédito – Divulgação CUT-RS

 

 

Ausência de um projeto para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Com uma política voltada para ataque ao serviço público, buscando ajuste fiscal às custas dos funcionários públicos que menos ganham,e arrocho salarial sobre professoras/res, somando perdas salariais em 47% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). As avaliações foram feitas pelo deputado Pepe Vargas, líder do PT na Assembleia Legislativa, sobre os mil dias do governador Eduardo Leite (PSDB).

 

“Se nós computarmos só no seu governo, o salário dos trabalhadores da educação, o governo economizou R$ 5,3 bilhões de reais entre janeiro de 2019 e agosto de 2021. O ajuste fiscal se dá em cima dos que menos ganham no serviço público. Se pegarmos o salário médio de um trabalhador da Secretaria de Educação, o salário médio está em torno de R$ 2,7 mil reais. Portanto o governo não está agindo sobre os os grandes salários do serviço público, estes se defendem de outras formas.

 

Leite promove ajuste fiscal, paga o salário em dia, mas cada vez mais defasado”, argumenta Pepe.

 

No primeiro semestre de 2021, o governo Leite anunciou um superávit de R$ 2, 7 bilhões, Pepe destaca que este valor pode ser maior, já que por conta de uma liminar, desde a gestão do seu antecessor, José Ivo Sartori, a dívida pública não tem sido paga. “O que o governo atual quer em função da dívida pública é aderir ao Regime de Recuperação Fiscal que será um fôlego de curto prazo, porque continuaria a não pagar a parcela da dívida, como já não vem pagando, mas depois de algum tempo o Estado tem que voltar a pagar”.

 

O parlamentar alerta que neste prazo em que a dívida não está sendo saldada, prosseguem os juros e correção monetária. Para piorar se o Estado aderir ao Regime de Recuperação Fiscal haverá perda de autonomia financeira para poder definir sua política fiscal. E passará a ser monitorado por um comitê com dois representantes da União e um apenas do Estado. “O governador vai virar um capataz de um comitê, além de não trazer nenhum recurso novo para o Rio Grande do Sul”.

 

O arrocho fiscal recai nos servidores que menos ganham, “esses recursos que são suprimidos dos servidores que acabam não consumindo, não vão ao comércio, não compram, a indústria não tem estímulo para a produção e o Estado não tem nenhuma proposta de desenvolvimento econômico para estimular cadeias produtivas. Para que nossa economia cresça e o Estado possa ter uma arrecadação adequada”.

 

Na avaliação do parlamentar, Leite vai deixar uma terra arrasada, “dizendo que conseguiu equacionar as contas, o que não é verdade. O futuro governador terá enormes dificuldades pela herança maldita que será deixada. É evidente que não vai ter como continuar segurando os salários de servidores que estão sendo pressionados a cada dia a ganhar menos”.

 

Além disso, para Pepe Vargas, a política do ministro da Economia Paulo Guedes conta com total apoio do governador Eduardo Leite. Por outro lado, segue a toque de caixa o plano de privatizações das companhias gaúchas. “Quer vender a Corsan, a Sulgás, duas companhias que dão resultado positivo. Tão somente para ele dizer ao mercado que tem a intenção de ser candidato à presidência da República. Vendeu a CEEE Distribuidora de Energia Elétrica por inacreditáveis R$ 100 mil. Se pegar os anos de 2019 e 2020, o desempenho econômico do governo gaúcho foi inferior à economia nacional.

 

Sobre a gestão da pandemia, Pepe arremata destacando que não houve nenhuma nova façanha. “A taxa de incidência por Covid no Rio Grande do Sul a cada 100 mil habitantes e a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes é maior que em nível nacional e o Brasil não é nenhuma referência”.

 

Nessa mesma linha segue o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS), amarildo Cenci. “Nossa avaliação é bem critica, o governo Leite é um governo de faz de conta. Um governo que não pagou a dívida com a União, arrochou salários, se declara um bom gestor vendendo patrimônio público. Não gerando políticas públicas que pudessem jogar o Estado numa perspectiva de retomada do crescimento econômico, de algum destaque no cenário nacional. Agora na reta final, em função dos interesses particulares e políticosl, ele vai ter uma reserva de recursos e encerrar o governo dele com algumas medidas.

 

Agora é preciso destacar que o salário mínimo regional não teve nenhum reajuste, os funcionários públicos tampouco tiveram qualquer aumento. Não pagou a dívida pública, vendeu patrimônio, aí é fácil fazer gestão dessa forma com uma conversa fiada, conversa mansa, conversa leve, implementando as políticas do Bolsonaro aqui no Rio Grande do Sul. Seguindo esse padrão Guedes de fazer governo, de fazer economia. Um outro discurso, mais manso, mais suave, mas implementando as mesmas políticas do governo federal”.

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