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OMS sobe o tom sobre a pandemia e alerta: “Momento de cuidado extremo”

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Diretor-geral da entidade afirma que mundo chegou a 4 milhões de mortes em consequência da infecção, mas o número é subestimado

 

 

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (7/7), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), chamou a atenção para as quatro milhões de mortes em consequência da Covid-19. Segundo ele, o número é subestimado, e o mundo está em um momento perigoso da pandemia.

 

 

“Alguns países estão pensando em dar a terceira dose da vacina e derrubar as medidas de proteção como se a pandemia tivesse acabado. Porém, com as variantes se movendo rapidamente, e a desigualdade na distribuição das vacinas, algumas áreas estão experimentando um aumento agudo nos casos”, alerta Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

 

Ele lembra ainda que há falta de oxigênio e medicamentos para tratar a Covid-19 em regiões da África, Ásia e América Latina. “Nesse estágio da pandemia, o fato que milhões de profissionais de saúde e idosos ainda não foram vacinados é abominável. As variantes estão ganhando a corrida contra as vacinas por causa da distribuição desigual dos imunizantes. Não era para ser assim, e está na hora de os países se unirem para lutar contra a pandemia coletivamente”, afirma.

 

O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, explica que o momento é de “cuidado extremo” para todos os países. Ele diz que, embora seja positivo observar a queda nas hospitalizações e mortes, ainda há um aumento nos casos de Covid-19 em quase todas as regiões do mundo.

 

 

“É uma curva crescente. Não podemos assumir que a transmissão não vai subir quando abrirmos tudo porque temos a vacina. Não temos imunizantes nem cobertura vacinal suficiente, e não sabemos com certeza se as vacinas protegem contra a possibilidade de ser infectado ou evitam a transmissão”, alerta.

 

A infectologista à frente da resposta da entidade à pandemia, Maria Van Kerkhove, mostrou que, na última semana, houve aumento nos casos em quase todas as regiões do mundo, menos nas Américas. “Mas se dividimos o continente por país, temos mais de 20 nações com curvas epidemiológicas quase verticais agora. Não é a situação que deveríamos estar quando temos as ferramentas à mão”, alerta.

 

Ann Lindstrand, coordenadora do Programa Expandido de Imunizações do Departamento de Imunização, Vacinas e Biológicos da OMS, chamou a atenção dos países que estão vacinando crianças e adolescentes contra a Covid-19. Ela diz que alguns imunizantes são seguros para essas faixas etárias, mas não é a hora de aplicar as doses.

 

“Antes de considerar expandir a vacina para populações pediátricas, os países devem pensar em doar as doses para a Covax ou outros mecanismos, para que cheguem a países que precisam muito mais. Essa é a recomendação. Na situação que estamos, a distribuição igualitária é mais importante do que vacinar crianças e adolescentes”, afirma.

 

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