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OMS declara fim de poliomielite na África

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta semana o fim da epidemia da poliomielite na África. O último país a sofrer com a pólio selvagem, ou seja, que ocorre por transmissão comunitária, foi a Nigéria, que tinha seis casos em 2014. Desde agosto de 2016 o continente não registra novos casos, sendo considerado um marco histórico na luta contra a doença.

 

Para erradicar a pólio na África, houve uma impressionante combinação de esforços públicos e privados e campanhas de vacinação em massa, muitas vezes em áreas de alto risco devido à presença de grupos terroristas.

 

A doença afetou milhões de crianças africanas nas últimas décadas. Em 1988, havia 350 mil casos no mundo. Em 2013 ocorreram 416 contágios.

 

Ainda restam dois países em epidemia: Afeganistão e Paquistão. Quando eles estiverem livres, será a segunda doença humana erradicada no planeta, depois da varíola, em 1979.

 

“Graças aos esforços dos Governos, do pessoal de saúde e das comunidades, mais de 1,8 milhão de crianças foram salvas”, disse a OMS em um comunicado.

 

A pólio

 

A paralisia infantil, como era conhecida antigamente, é uma doença infecciosa viral aguda transmitida entre duas pessoas. Os efeitos são conhecidos desde a antiguidade, entretanto, apenas no início do século XX, o agente etiológico foi descoberto: o poliovírus.

 

Pequenas epidemias começaram a surgir na Europa e nos Estados Unidos na década de 1900. Os surtos evoluíram para proporções de pandemia durante a primeira metade do século XX.

 

A doença ataca o sistema nervoso e pode causar diversos graus de paralisia. Ela é altamente contagiosa, e é capaz de infectar 100% dos indivíduos suscetíveis.

 

O último caso de paralisia infantil no Brasil foi registrado em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba.

 

Wyl Villas Bôas é jornalista e sempre otimista por dias melhores
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