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“O torneiro mecânico irá consertar o país que os doutores destruíram”, diz Lula

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Em Campina Grande, Lula falou dos desafios de reconstrução do País: “Vamos mostrar que é mais barato fazer escola do que cadeia, distribuir livros ao invés de armas, educar as crianças no tempo certo”

 

 

O Movimento Juntos pelo Brasil foi saudado por mais de 20 mil pessoas no início da noite desta terça-feira, em Campina Grande (PB). Em clima de festa democrática, o ex-presidente Lula falou dos desafios para a reconstrução do país, ao lado da comitiva e de Veneziano Vital do Rego, aliado e pré-candidato ao governo da Paraíba e Ricardo Coutinho, pré-candidato do PT ao Senado pelo Estado. Logo no início do evento, Lula recebeu um manifesto assinado por colônias de pescadores da Paraíba, com reivindicações do setor. 

 

 

“Quero dedicar quatro anos da minha vida, vamos provar mais uma vez que um torneiro mecânico é capaz de consertar o país que os doutores destruíram”, afirmou Lula. “Por isso fui me juntar ao companheiro Alckmin, que tem 16 anos de experiência no governo do estado mais rico desse país para, junto com o presidente que mais fez inclusão social, para fazer uma revolução”, ressaltou.

 

 

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“Para mostrar que é mais barato pré escola do que cadeia, distribuir livros, ao invés de armas, educar as crianças no tempo certo”. Lula reiterou que seus governos e os de Dilma Rousseff fizeram muito pela população mais vulnerável.

 

 

 

 

“Não tinha coisa mais bonita do que chegar no aeroporto e ver um monte de gente viajando. O nosso povo pobre, trabalhador, viajando de avião e incomodando os ricos”, brincou Lula.

 

Desafios

 

 

Lula reconheceu que o cenário está mais desfavorável do que quando chegou à Presidência em 2003, com desemprego, inflação e queda na renda, mas é preciso ter esperança, mesmo em um cenário de adversidade, como o atual.

 

 

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“Quero dizer para vocês que o salário mínimo vai voltar a aumentar todo ano acima da inflação”. Sob sua administração, o dragão inflacionário irá arrefecer, prometeu o petista. “Já baixamos uma vez, os juros irão baixar”, assegurou. “Esse país vai voltar a produzir emprego, salário, obras de infraestrutura”.

 

 

“Nossa causa, nesse instante, é recuperar o Brasil aos brasileiros, recuperar a democracia, ao povo o direito de comer, trabalhar, estudar, viajar, de fazer aquilo que tiver vontade de fazer, é para isso que trabalhamos”, apontou. “Mas depende de vocês”. 

Transposição e combate à fome

 

 

Lula elencou ações que transformaram a vida dos brasileiros nas cidades e no campo de todo o país, como as cisternas, o programa Luz para Todos, as universidades, campus e escolas técnicas, programas de fortalecimento da agricultura familiar, até a transposição do Rio São Francisco.

 

 

“Sabem por que eu fiz isso? Porque eu sei o que é sair num jumento, com sete anos, com um caçuá, para ir pegar água num açude e ficar separando as fezes para levar para casa”, explicou. “Era preciso fazer a transposição. E agora, eles que nunca mexeram um palito, resolveram dizer que fizeram. Essa gente tem tanta desfaçatez, que mentem sobre coisas que o povo sabe que é mentira”.

 

 

A seca é um fenômeno da natureza, mas a fome é falta de vergonha de quem governa esse país, não tem nada a ver com a seca”, criticou. “É por isso que nós vamos voltar a governar esse país, não é humanamente possível imaginar que, em país que é o terceiro produtor de alimentos do mundo, o primeiro de proteína animal, uma criança vá dormir com fome”, disse.

Bancos públicos

 

 

Lula voltou a apontar o papel bancos públicos como instrumentos do desenvolvimento do país, além da Petrobras, cuja tual política de preços será revista. “A Petrobras não pode ficar dando dinheiro para acionistas americanos, em detrimento do preço da gasolina, do diesel e do gás”, justificou. Lula defendeu inclusive que o gás passe a fazer parte da cesta básica no país.

 

 

“O BNDES não vai financiar grandes empresas, vai financiar pequenas e médias”, prometeu.

 

 

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Eleição atípica

 

 

Lula reforçou que é preciso união popular para fazer valer os valores democráticos no país. ”Nós não estamos disputando uma eleição comum, estamos disputando contra o fascismo, os milicianos, com pessoas que não têm sentimento, não têm amor, disputamos com pessoas que não choraram nenhuma lágrima por quase 700 mil pessoas que morreram por conta da Covid”, alertou Lula.

 

 

“Disputamos com alguém que negou vacina que poderia salvar metade das pessoas que morreram”, lamentou.

 

 

“Ele não está com medo da urna, ele sabe que é séria. Ele tem medo é do povo brasileiro”, desafiou. “Por isso, [Bolsonaro] aprovou um auxílio emergencial que vai até dezembro. Vai dar dinheiro para motorista, taxista, na perspectiva de gastar R$ 41 bilhões para ganhar as eleições, serão as eleições mais caras do planeta”, comparou Lula.

 

 

Campanha pelas mãos do povo

 

 

A presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann afirmou que a movimento Juntos Pelo Brasil integra correntes progressistas e democráticas para “salvar o Brasil da tragédia” pela qual está passando. “A experiência de Lula, somada à de Geraldo Alckmin, que foi quatro vezes governador de São Paulo, com essa frente de partidos e esse amplo movimento, é o que estamos oferecendo ao Brasil”, explicou Gleisi. “É o que há de melhor e é o que vai resgatar o Brasil da crise”.

 

 

“Não é possível que o ódio, a intolerância e a ignorância continuem sendo os caminhos da política. Não é isso o que a gente quer, queremos a verdade, que as pessoas tenham dignidade, é para isso que a gente faz política”, discursou. 

 

 

Gleisi fez um apelo aos mais de 20 mil participantes do evento para que ganhem as ruas, que levem para o cotidiano os ideias do movimento Juntos Pelo Brasil. “Essa é uma campanha que tem de ser feita pelas mãos do povo, de todos nós”, conclamou. “Sejam um agente da campanha, vamos criar os comitês populares de luta”, pediu.

Papel da Paraíba

 

 

O pré-candidato ao Senado pelo PT e ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, também citou a Transposição do São Francisco, obra tirada do papel no governo Lula, para levar água ao Nordeste. “Isso só foi possível pela política, e ela só veio quando esse país teve coragem de eleger uma liderança popular para governar. Ao eleger Lula, [o povo] conseguiu transformar esse país”, pontuou Coutinho.

 

 

O petista lembrou do importante papel de Campina Grande e do estado na industrialização da região e na criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), após reunião de bispos da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, sob coordenação de Celso Furtado, em 1956. 

 

 

Ele também insistiu na importância da mobilização popular como arma para enfrentar o fascismo e garantir a normalidade democrática com a eleição de Lula. “Precisamos conversar com quem pensa diferente da gente, precisamos ocupar as ruas”, afirmou. “É poder do povo que fará o país retomar sua caminhada”.

Comida no prato

 

 

O candidato a pré-governador da Paraíba, Veneziano Vital do Rego (MDB) apontou que falta pouco para o Brasil ser reconstruído a partir destroços do desgoverno Bolsonaro, pela união de todas as legendas que integram a frente popular e do seu partido na Paraíba. Veneziano lembrou do período em que foi eleito prefeito de Campina Grande, em 2005, e Lula já percorria um período de dois anos de compromissos firmados para acabar com a fome no país.

 

 

Campina Grande recebeu, recordou Veneziano, dois restaurantes populares e nove cozinhas comunitárias. “Combatíamos a fome não com palavras, mas com comida no prato daquele que mais necessitava”, observou. O pré-candidato lembrou ainda que a maior creche do estado, à época, foi inaugurada com Lula. Agora, argumentou Veneziano, é hora de construir o futuro. “Temos 60 dias e temos muito a fazer”.

 

Foto da capa: Ricardo Coutinho, Lula e Vital celebram o Juntos pelo Brasil em Campina Grande, Paraíba



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