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O SUS não pode parar

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Está difícil de entender toda essa história da pandemia da Covid-19 (nome da doença causada pelo novocoronavírus). Por que é tão necessário o isolamento social? E aqueles que não podem ficar em casa?

 

Os detalhes técnicos da pandemia são muitos, mas dá para entender resumidamente assim: a) o vírus tem alta transmissibilidade, ou seja, contamina muitas pessoas em pouco tempo; b) a maioria dos contaminados são assintomáticos, ou seja, não sentem sintomas, mas podem contaminar outras pessoas; c) perto de 20% dos contaminados vão precisar de atendimento médico-hospitalar; e 5% vão precisar de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

 

A alta velocidade de transmissão faz com que os contaminados aumentem assustadoramente em poucos dias. E não vai haver leitos para todos os 20% que vão precisar de assistência hospitalar e nem UTI para os 5%. Nesse momento, o SUS não vai dar conta de atender a todos e será um caos social.

 

Diante de tantos necessitados, qual vai ser o critério para decidir quem vai para a UTI, sabendo que os outros vão, fatalmente, morrer? Isso já está acontecendo na Itália e em outros países. Mas não precisa ser assim. O isolamento é a única medida efetiva para diminuir a velocidade da transmissão e diminuir o aumento abrupto do número de contaminados.

 

E, com menos doentes para serem atendidos ao mesmo tempo, o SUS poderá funcionar para todos. O isolamento ajuda muito, mas não é suficiente. É preciso socorrer o SUS que, nos últimos quatro anos tem sido sabotado de muitas maneiras, desde o governo Temer, principalmente com a diminuição do seu orçamento.

 

Sem dinheiro extra, o SUS pode entrar em colapso. Apesar de elogiado pela mídia, o ministro Mandetta não conseguiu mais dinheiro para o SUS e nem fazer com que o Ministério da Economia liberasse recursos para permitir que o maior número de pessoas possível fique em isolamento.

 

Muitos países investiram imensos recursos para garantir renda aos desempregados, demitidos, autônomos, pequenos empresários e outros que não têm renda garantida. Sem a maioria no isolamento, o SUS não vai dar conta.

 

 

 

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