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O Senado precisa de Rosilene Corrêa

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O Brasil volta a sentir esperança. Vamos derrotar Bolsonaro nas urnas. O povo não vê a hora de eleger Lula no primeiro turno e dar fim, de uma vez por todas, ao país do desespero. Derrotar Bolsonaro vem como um grito de libertação do mal que ele impôs, que trouxe fome, dor, morte. Mas é urgente que derrotemos também o bolsonarismo.

 

 

O bolsonarismo, esse movimento que reúne tudo que há de antidemocrático e abjeto, tem no ódio, na intolerância, no autoritarismo e também na desinformação seu combustível. Um terreno hostil, quase impenetrável; e que, sim, mobiliza muita gente. Mas não é insuperável.

 

 

Perceber o que pavimenta o bolsonarismo é o primeiro passo para poder superá-lo.

 

 

Há ao menos dois elementos insubstituíveis e, ao mesmo tempo, complementares em sua estrutura: o patrimonialismo e a moral torpe. Flávia Arruda (PL) e Damares Alves (Republicanos), as duas ex-ministras de Bolsonaro, que concorrem ao Senado Federal pelo DF, são ambas a expressão dessas estruturas que constituem o bolsonarismo.

 

 

Flávia Arruda, avaliada como a pior parlamentar o DF segundo o Índice Legisla Brasil, representa o patrimonialismo. Ex-ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República do governo Bolsonaro, sua carreira política é marcada pelo desconhecimento dos limites entre o público e o privado; pelo empenho no agrado ao mercado e, consequentemente, pelo desprezo aos direitos e da emancipação das classes populares.

 

 

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Nas matérias de interesse da classe trabalhadora na Câmara dos Deputados, Flávia Arruda votou 85.71% contra esse grupo, segundo levantamento do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Foi contra a política de valorização do salário mínimo; votou pelo trabalho aos domingos e feriados sem pagamento adicional da hora trabalhada; foi favorável à flexibilização das relações de trabalho, com a Carteira Verde e Amarela; disse sim à reforma da Previdência, que retirou/alterou direitos sociais imprescindíveis; entre outros lamentáveis exemplos.

 

 

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Já Damares Alves contempla o que requer o bolsonarismo no campo da moral torpe. Aliás, uma representante exemplar.

 

 

A pastora evangélica que atuou por décadas como assessora da “bancada da bíblia” no Congresso Nacional ganhou de Bolsonaro o ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos.

 

 

Lá, anulou o reconhecimento de anistiados políticos; tentou impedir que uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto interrompesse a gravidez; foi conivente em retirar a população LGBTQIA+ das diretrizes de seu ministério. E mais: foi campeã em não executar o orçamento autorizado para a pasta. Em 2021, Damares tinha R$ 61,40 milhões autorizados pela LOA (Lei Orçamentária Anual) em políticas para as mulheres, mas executou apenas a metade. Em 2020, a ministra tinha R$ 132,57 milhões autorizados para uso nos programas de enfrentamento da violência contra as mulheres, mas só executou 30%. Em 2021, no Brasil, a cada dez minutos uma mulher foi estuprada e a cada sete horas uma mulher foi assassinada pelo fato de ser mulher.

 

 

Flávia Arruda e Damares Alves são vice e versa. Duas faces distintas da mesma moeda. Ou, como dizem no jargão popular, são farinha do mesmo saco. A similaridade e, sobretudo, a complementariedade entre elas embrulham o estômago por ser talvez o maior exemplo do que é o bolsonarismo: cínico, demagogo, mentiroso, excludente, criminoso.

 

 

Não é isso que o DF merece como sua representação para o Senado Federal.

 

 

O que a gente precisa é uma Casa que viabilize e lute pela retomada da construção da democracia, pelo fortalecimento das instituições da República; pelo resgate dos direitos humanos. O que a gente quer é um Senado que paute a importância e a valorização dos serviços públicos e dos seus servidores; que preze e amplie os direitos da classe trabalhadora. E o nome para isso é Rosilene Corrêa.

 

 

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Professora aposentada da rede pública de ensino, Rosilene é liderança no movimento sindical, conhece de perto a realidade da classe trabalhadora e sabe o que faz bem para o DF e para o Brasil. A Rosi é gente da gente. E é nela que a gente vai votar para senadora no dia 2 de outubro, junto com Leandro Grass para governador e Lula para presidente.

 

 

A derrota do bolsonarismo começa agora, com o nosso voto. Mas a luta, não nos enganemos, deve seguir firme: por nós e com aqueles que elegemos. Façamos então a escolha certa.

 

 

:: Leia outros textos deste colunista aqui ::

 

 

(*) Por Rodrigo Rodrigues, professor de História da rede pública de ensino do Distrito Federal  e presidente da Central Única dos Trabalhadores no DF (CUT-DF).

 

 

** Este foi publicado, originalmente, na coluna do sindicalista Rodrigo Rodrigues no jornal Brasil de Fato.

 

 

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Edição: Flávia Quirino




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