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O Rio Grande continua igual – Um pouco de história

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Entre 1835 e 1845, houve um levante de forças ditas gaúchas  contra o Império.

 

Eles defendiam a República Rio-grandense, tendo-a fundado em 1836.

 

A maioria deles eram latifundiários e se rebelaram contra os altos impostos.

 

Tanto que o movimento era mais do campo do que das cidades, pois a capital mesmo situada por quatro anos permaneceu fiel ao Império.

 

O Rio Grande do Sul ainda era um Estado rural, mais ligado à pecuária, com grande produção de charque.

 

Proclamada a República, os seguidores de Júlio de Castilhos, positivistas, pregadores das ideias de Augusto Comte, se aliaram ao poder central, em especial ao segundo presidente Marechal Floriano e à mão de ferro governaram o Estado, iniciando-se por isso uma Guerra Civil de 1893-95, divididos entre chimangos e maragatos.

 

Chimangos era os castilhistas. Maragatos eram seus adversários, acusados de imperialistas e latifundiários.

 

Esta é uma das mentiras que se conta na História do Rio Grande do Sul.

 

Houve milhares de mortes, a maior parte de degolas de lado a lado.

 

A pacificação assinada não resolveu a disputa, pois por mais de três décadas reinou a ditadura castilhista no Estado, mesmo com a morte de Júlio de Castilhos em 1903.

 

Novamente em 1923-24 houve confronto entre estas forças, com grande numero de mortes.

 

Mesmo com a assinatura de “paz” no Castelo de Pedras Altas, residência de Assis Brasil, as disputas aqui levaram a criação da expressão “grenalização politica”, menção aos dois grandes times de futebol: Grêmio e Internacional.

 

Com a vitória de Brizola, as velhas oligarquias perdem pela vez primeira seu poder, mesmo que se considerarmos que os castilhistas fossem progressistas por defenderem um ideário de liberdades (para eles), da separação da Igreja do Estado, a educação laica etc.

 

Quem fez a grande diferença na Educação foi Leonel Brizola, do antigo PTB.

 

Com a primeira vitória do PT, em 1998, abre-se novo confronto pós-ditadura com um governo que era acusado como o de Brizola de estatista, comunista e outas maledicências.

 

Os embates de 2022

 

O quadro eleitoral atual não está definido.

 

Se olhar para os vários postulantes é como estar num Hipódromo, com muitas apostas, mas com incertezas de quem vai entrar na arena, quem vai de fato disputar.

 

O MDB prometeu fazer uma prévia dado os candidatos em disputa, um deputado federal, Alceu Moreira, outro estadual, Gabriel Souza, ambos de uma região com pouco densidade  eleitoral, o Litoral Norte.

 

Alceu Moreira retirou-se da disputa. O Diretório local decidiu pelo jovem Gabriel, pois o veterano Cézar Schirmer, com a desistência de Alceu Moreira,  começou a postular a vaga, mas estaria fora do período das inscrições.

 

Há setores descontentes.

 

No PP o quando é por igual complexo, pois a colocação do nome do senador  Luiz Carlos Heize para a disputa levou a ex-senadora Ana Amélia Lemos a sair do partido e aderir ao PSD do paulista Gilberto Kassab.

 

Bolsonaro teria ofertado o Ministério da Agricultura para que ele apoiasse o nome de Onix Lorenzoni, o que criou mais animosidades ainda.

 

Consta que a candidatura de Ônix Lorenzoni que saiu do Democratas e foi para o PL, de Bolsonaro.

 

Assim, Bolsonaro teria dois palanques.

 

Mas a situação de Ônix no PL parece algo bastante estranho, porque o partido no Estado é dirigido por um deputado – Giovanni Cherini – egresso das hostes do trabalhismo.

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem acordo, sem disputas, com o nome do deputado estadual Edegar Pretto. E teria o apoio do PCdoB e do PV.

 

O problema que se apresenta ao PT é a decisão do PSB de lançar o ex-deputado federal Beto Albuquerque. O drama do PT é que a densidade eleitoral do PSB no Rio Grande do Sul é bem menor do que a do PSB, além do mais este partido esteve em todos os governos em Porto Alegre e no Estado nas três últimas gestões.

 

A novidade da semana é o pronunciamento do governador Eduardo Leite que vai renunciar ao mandato e disse que ficaria no PSDB, dando a entender que a discussão para a sua candidatura à presidência voltaria a ser pauta mesmo com a vitória de Dória, como ele deu a entender que teria apoio de outras siglas para ser uma espécie de “terceira via”.

 

Aí vem uma contradição com a fala do Kassab no mesmo dia: “Kassab diz ser ‘prematuro’ cravar plano C do PSD à Presidência da República.

 

Para esta questão, a esquerda se quiser disputar espaços e chegar ao Planalto com Lula deve atentar mais e mais aos movimentos dos outros.

 

Eduardo Leite negou convite do PSD para trocar de partido e ser candidato à Presidência da República; antes, Rodrigo Pacheco havia recusado a mesma proposta.

 

Dos outros partidos mesmo tendo sido lançados alguns nomes tudo são nuvens pouco carregadas.

 

(*) Por Adeli Sell, bacharel em Direito, consultor e escritor.




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