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O retorno das aulas na rede municipal em Palmas (TO)

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Em mais de cinco meses de pandemia por causa da Covid-19, assim como o resto do mundo, Palmas também vive momentos difíceis, inclusive os serviços educacionais, principalmente o processo pedagógico escolar.

 

 

Segundo relatório do Banco Mundial, desde que a pandemia se instalou no mundo, cerca de 1,5 bilhões de estudantes ficaram fora da escola em mais de 160 países. No Brasil, a maioria dos gestores adotou o fechamento total de escolas, visando reduzir as chances de os estudantes propagarem o vírus para suas famílias.

 

No Estado do Tocantins, o Governador Mauro Carlesse, através do Decreto nº 6.071 de 18/03/2020 determinou a suspensão de aulas presenciais em todas as redes de ensino pública, privada e universidades, por tempo indeterminado em razão das ações de prevenção ao coronavírus no Estado. Os Decretos vem sendo prorrogados de acordo com os resultados do monitoramento do comitê de crise para prevenção da Covid-19, instituído para fins de discussão e implementação de medidas voltadas ao combate da proliferação do novo coronavírus.

 

Sabe-se que os Municípios têm a sua autonomia e, com base em cada realidade local, as Secretarias Municipais também se organizam para a retomada ou não das atividades, primando pela segurança, saúde e principalmente à vida da população.

 

Em Palmas, ainda em março, a prefeita Cínthia Ribeiro, também decretou estado de emergência em saúde pública, como medida de prevenção à contaminação com o coronavírus e a suspensão das aulas presenciais em toda rede municipal. Com isso foram implementadas diversas ações que pudessem ajudar as crianças em isolamento social junto às famílias para que fossem aprimorando os conhecimentos adquiridos por meio do processo escolar.

 

Em abril, a Prefeitura Municipal de Palmas, através da Secretaria Municipal da Educação (SEMED) disponibilizou a ferramenta Palmas Home School, com objetivo de propiciar condições para que os estudantes mantivessem uma rotina de estudos durante o período de suspensão das aulas, por causa do isolamento social, medida necessária para proteger a saúde pública, para a qual, a prefeita destaca como principal foco da ferramenta “oferecer um reforço de aprendizagem para que a criança e o adolescente não fiquem tão afastados do ambiente escolar”.

 

Percebe-se que o momento é desafiador para todos os setores e a educação não seria diferente, porém, compreende-se que o apoio das famílias no que tange o incentivo aos alunos estudarem mesmo de forma virtual é de fundamental importância, pois as atividades são como um complemento ao ensino presencial, embora não seja contado como aula, a ferramenta Palmas Home School torna-se um relevante reforço pedagógico escolar e de aprendizagem, a qual foi construída com bases em dados escolares, pedagógicos e com a contribuição de técnicos e docentes das escolas, como explica a secretária municipal de educação, professora, Cleizenir dos Santos “todo material foi produzido e/ou organizado pela equipe pedagógica da Semed e professores voluntários que se empenharam para criar esta alternativa e minimizar os impactos que possa causar ao processo de aprendizagem dos alunos”. A secretária disse ainda que “os estudantes da Educação Especial foram contemplados em um espaço específico com atividades complementares e suplementares, além da pasta correspondente ao ano em que está matriculado”.

 

Entende-se que no período de isolamento social dos alunos, Palmas Home School será a principal ferramenta para os estudos, pela qual poderão acessar textos, atividades, vídeos, livros pedagógicos e literários e sugestões de sites que podem ajudá-los a construir diversas possibilidades de crescimento e aprendizado.  As atividades serão respondidas online, para quem tem acesso a internet e, para quem não tem acesso à internet, as atividades serão impressas e entregues em cada unidade escolar dos referidos alunos.

 

 

Em meados de julho, numa coletiva de imprensa, a prefeita Cínthia Ribeiro, juntamente com a equipe da Secretaria Municipal de Educação anunciou parte do plano de retorno das aulas da rede municipal, em Palmas. Explicou que o retorno das aulas seria de forma remota para o início de agosto e as aulas presenciais de forma escalonada podendo voltar em setembro, dependendo da evolução da pandemia na capital.

 

Naquele momento foi esclarecido que na intenção de incluir mais alunos, a Semed disponibiliza os conteúdos pela televisão através do canal 5.1 e, segundo Anice Moura, superintendente de avaliação e desempenho educacional, os alunos contariam com duas ferramentas. Parte das atividades seriam transmitidas pela televisão e outras pela plataforma virtual Palmas Home School. Os alunos que não têm acesso à internet, seus responsáveis pegariam as atividades impressas nas escolas.

 

No final de julho, através de nota, a Prefeitura veio a público informar sobre o adiamento do início das aulas remotas na rede municipal de educação da capital, às quais estavam previstas para o início de agosto através de transmissões em TV aberta. Na nota a Prefeitura disse que atendeu uma recomendação do Centro de Operações em Emergência e Saúde e que o avanço da pandemia na cidade prejudicou a mobilização dos profissionais, técnicos e professores para tornar as transmissões possíveis.

 

Segundo a SEMED foram realizadas pesquisas, mesmo a distância, sobre a realidade dos alunos no que tange à proposta de implementação das ferramentas para atividades remotas e, de acordo com Anice Moura superintendente de avaliação e desempenho educacional, as informações levantadas na pesquisa “serviram como embasamento para que pudéssemos formatar o nosso plano e,  estávamos tudo pronto, aí veio a questão das recomendações do Centro de Operações em Emergência, o COE dizendo que mesmo que as aulas não fossem presenciais, mas estaríamos mobilizando um número considerável de servidores e de terceirizados para fazer a gravação das aulas, que era o que estávamos propondo, a ferramenta Palmas Home School e a Tele aulas por meio de um canal de TV aberta, aí nós paramos, estruturamos, remodelamos tudo e agora estar justamente no COE pra que eles autorizem ou não esse novo formato”.

 

Informações da SEMED é de que ainda não há uma nova previsão definida de Calendário Escolar, o qual, deve ser adequado junto com as direções escolares, o Conselho Municipal de Educação e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação, tendo como base principal, as recomendações determinadas pelas autoridades em saúde sobre total segurança da comunidade escolar no combate ao novo coronavírus.

 

Sobre a pandemia da Covid-19, nos primeiros quinze dias de março, Palmas tinha três casos suspeitos e nenhum confirmado, porém, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Palmas, atualmente registra 10.678 casos confirmados e 78 óbitos. Contabiliza ainda, quase cinco mil pessoas em isolamento e 52 internadas. Embora, 5.588 pessoas já foram recuperadas.

 

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