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O que é pior para o Brasil: Coronavírus ou Bolsonaro?

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Como sabemos, o coronavírus pode causar uma doença séria e até matar. Será que o presidente Bolsonaro também? Vamos ver.

 

Quando presidentes, reis e rainhas assumiram que o melhor remédio para prevenir o contágio era o isolamento social – ficar em casa! – Bolsonaro utilizou a televisão para dizer que a infecção pelo coronavírus tratava-se, apenas, de uma gripezinha, e que não era motivo para todos ficarem em casa. Ao contrário, convocou o povo a ir para o matadouro – para as aglomerações nas lojas, nos locais de trabalho, nas escolas, nos bares e restaurantes. Além de convocar o povo para o matadouro, fez questão de desqualificar todos os governadores, e prefeitos de capitais, por determinarem às pessoas para ficar em casa.

 

Como já mencionamos em editoriais anteriores, se não fosse a atitude responsável dos governadores, nosso país já teria um número de infectados e mortos muito maior do que tem até o momento.

 

A mais recente aberração do presidente foi anunciar o cancelamento da compra de vacinas, que estão em fase final de testes pelo Instituto Butantã/SP, logo após o ministro Pazuello ter feito um acordo com os governadores, com o compromisso do governo federal de adquirir as vacinas e atender às necessidades dos estados. Bolsonaro chegou a chamar o ministro de traidor por “estar fazendo o jogo do governador de São Paulo, Jorge Dória”, a quem trata como inimigo político. Como todos sabem, Bolsonaro não se importa com o vírus, mas sim com sua reeleição em 2022.

 

Lembrar que, antes dessa decisão, Bolsonaro já tinha afirmado que a vacina não seria obrigatória. Talvez inspirado na mesma visão de mundo que acredita que a Terra é plana.

 

A função natural do coronavírus é causar doença e matar pessoas. Qual deveria ser a função do presidente da República? Impedir que o coronavírus cause doença e mate as pessoas. O que o presidente Bolsonaro tem mostrado, ao contrário, é que prefere ajudar o coronavírus a causar doença e matar as pessoas. Mesmo quando fez farta propaganda da cloroquina, em cadeia nacional de rádio e televisão, na verdade, ele queria convocar o povo para o matadouro, mas precisava dar uma garantia de que não haveria grande problema em se contaminar porque havia um “remédio milagroso”, que salvaria a todos. Assim, justificando a “proteção da economia”, chamava o povo para as aglomerações – ambiente ideal para propagação do coronavírus – ainda que às custas de adoecer e matar pessoas.

 

A partir dessas considerações, chegamos à conclusão de que, pior do que o vírus que causa doença e mata, é o presidente que age, com desenvoltura e determinação, criando todas as condições favoráveis ao projeto do coronavírus!

 

Além do jornal Brasil Popular, mais alguém pensa assim? Destacamos a avaliação do jornal Estado de S. Paulo, que na disputa presidencial de 2018, dizia ser muito difícil escolher entre um professor universitário e um miliciano, e que hoje afirma que Jair Bolsonaro é um ignorante que atenta contra a saúde dos brasileiros.

 

Ou podemos ficar com o que disse o General Santos Cruz, ex-ministro de Bolsonaro, nesse caso das vacinas. Segundo ele, Bolsonaro possui uma “mediocridade extrema”.

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