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O que é fazer política?

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Ao longo da história e da formação da sociedade, tivemos altos e baixos no que tange a tal compreensão e definição. Muito recentemente tivemos as manifestações públicas pedindo a liberação do comércio. Não obstante, diversas classes sociais envolveram-se em prol dessa causa. Algumas com suas críticas afirmativas, mas outras com as críticas imperativas. Contudo, a única pergunta que não quer calar: é legal? De uma outra forma perguntada, isso é fazer política?

 

 

Para responder esse questionamento, nada melhor que a própria história política brasileira. Mais especificamente no século passado, não muito distante, o Plano Real de 1994. Com o objetivo de estabilizar e controlar a hiperinflação que chegava a 46% no PIB, foi uma ação democrática e estrategicamente política. Por conseguinte, tornou o cargo de Ministro da Fazenda o mais forte e resiliente do Governo Federal. Tanto que, em outubro do mesmo ano assume o então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.

 

 

Um pouco mais atrás, negativamente, tivemos o Golpe de 64. Um período muito conturbado e danoso para a própria política brasileira. Bem recentemente a Netflix reproduziu o filme “Pelé” e, no decorrer dos episódios, o próprio Edson Arantes do Nascimento desabafa não estar contente com a política aplicada pela força militar. E, ainda que a pergunta continue, o posicionamento dele foi positivo ou antidemocrático? Com a mesma certeza de que a política existe, o futebol foi a chance de trazer alívio para o povo brasileiro. Mesmo que a ditadura ainda prevalecesse por alguns anos à frente.

 

 

Em suma, segundo esses dois breves relatos históricos do nossos país, pode-se responder que “fazer política” é dar ao povo uma imagem de dignidade. Mas também, permitir que ele possa conquistá-la. A definição que se lhe é tão complexa quanto a compreensão da consciência humana. Mas, exercê-la ao ponto de qualificar a vida de toda a sociedade humana. Na próxima semana vamos discutir os atos e manifestações realizadas durante a pandemia de 2020/21.

 

 

(*) Dieison Barcarolo é acadêmico de Filosofia pela Unisinos

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