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O papel e a importância da iniciativa do consórcio colaborativo da comunicação social para economia solidária e cooperativismo

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Para contribuir na reflexão e no debate, bem como na difusão sobre a economia solidária enquanto sentido e expressão de um movimento de pessoas e organizações motivadas as práticas bem viver no seu lugar de vida para o desenvolvimento sustentável diante de tanto retrocesso visto na atual realidade brasileira, principalmente, em relação às conquistas sociais, os direitos dos trabalhadores e o reconhecimento pelo Estado Brasileiro aos segmentos historicamente marginalizados e invisíveis pela elite política e econômica de nosso País.

 

Independentemente desses retrocessos se constata que há em curso no mundo um movimento amplo e vigoroso que se transforma em uma fabulosa tendência mundial que impulsiona a chama acesa da esperança da humanização dos seres humanos em todo planeta.

 

Nesse sentido extraio do texto inspirador do jornalista Benedicte Manier no seu livro Hum Milhão De Revoluções Tranquilas, em especial, no seu primeiro parágrafo, afirma: “Estes são todos cidadãos comuns. Eles vivem em pequenos povoados da Ásia, da América Latina ou da África, ou em cidades como Nova York ou Tóquio. Eles provêm de meios sociais muito variados, não se conhecem entre eles, não são célebres e alguns são analfabetos. Mas juntos, estes homens e estas mulheres se engajaram localmente em pequenas revoluções”.

 

Por isso, todos os dias acontece de forma densa, múltipla, diversa e na maioria das vezes silenciosas, invisíveis e desconhecidas revoluções tranquilas por meio de soluções, invenções, acordos, arranjos, de base local, territorial, setorial que felizmente ou infelizmente, nem governos e nem o setor privado souberam ou sabem implementar, em outras palavras, há no mundo, todo os dia, uma enorme e gigantesca diversidade de práticas acontecendo de inciativas e experiências abundantes, ricas, diversas que buscam responder distintamente um conjunto significativo de problemas doe homens e mulheres na terra que novamente recorro as reflexões de Benedicte Manier que são “milhões de outros [que] decidem viver de outro modo. Viver melhor. E para isso eles enfrentam o hiper-consumismo, reinventam o habitat, a democracia local ou o uso de dinheiro”.

 

No Brasil há um sinal vigoroso nesse caminho, são inúmeras experiências de economia solidária, espalhadas por todo território brasileiro onde Estado e o setor privado já reconhecem como importante instrumento de indução do processo de inclusão socioeconômica de milhares de homens e mulheres, também reconhecem que essas iniciativas são germes que consubstanciam outros modos de vivencia. O bem viver! Essas iniciativas estão em todos os biomas, regiões e territórios. Essas experiências contribuem decisivamente para a convivência dos seres humanos em lugares inóspitos aonde os direitos elementares, básicos de cidadania ainda não chegaram.

 

Por isso, para pensar no desenvolvimento da economia solidaria, enquanto uma diversidade de atividades econômicas de produção de bens e serviços, distribuição, consumo, realizadas de acordo com princípios de cooperação, autogestão e solidariedade através de ações integradas e estratégias de dinamização de cadeias e redes produtivas no âmbito de processos de desenvolvimento territorial sustentável é preciso avançar numa visão de finanças que possa dar conta de tais exigências e desafios

 

Diante de tal cenários e perspectivas surge no Brasil mais uma iniciativa de comunicação voltada a promoção e a difusão das ideias e práticas sobre a cooperação e solidariedade socioeconômica, a exemplo, da economia solidaria e do cooperativismo e associativismos solidário no meio rural e urbano, as tecnologias sociais e os negócios colaborativos e das rede de cooperação, o comercio justo, as finanças inclusivas e solidarias, e as práticas do empreendedorismo, do artesanato e da agricultura familiar e as experiências de consumo responsável, além, de destacar as iniciativas organizativa da autogestão, da cogestão e colaborativas  de base comunitária.

 

A nova iniciativa de comunicação independente chamada de Consorcio Colaborativo da Comunicação Social tem a pretensão de envolver vários canais de comunicação alinhados com a promoção e o debater da cultura da cooperação e a solidariedade econômica

 

Assim, inicialmente, juntos, o Jornal Brasil Popular e o Centro de Estudo e Assessoria com um conjunto de organizações de economia solidária situados em todo território brasileiro se aventurarão em organizar pelo portal do Jornal Brasil Popular uma rede de cooperação voltado a comunicação de natureza colaborativa e inclusiva para poder assim transformar o nosso Jornal Brasil Popular numa referência para todos os ativistas de comunicadores do Brasil e do mundo.

 

Haroldo Mendonça é diretor-presidente do CEA (Centro de Estudo e Assessoria)
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