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O início, o fim e o meio

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O Brasil, fora curtos momentos históricos, sempre foi uma colônia de estrangeiros 

 

 

O espírito livre e rebelde de Raul Seixas e Gita nos inspiraram para o título destas considerações organizacionais brasileiras.

 

 

O ano de 2022, com eleições nacionais e estaduais, em momento de miséria, fome, doença, muita desesperança e pouca perspectiva, é ideal para surgimento de profetas, mágicos, vigaristas, pessoas sem saber nem pudor, prontas para açambarcar o que puder, da presidência da República à ocupação na Assembleia Legislativa.

 

 

O primeiro passo preventivo é o diagnóstico seguro, coerente, com bases factuais, dados corretos e fontes confiáveis. Com estas informações será possível elaborar o diagnóstico adequado, a luz das metodologias disponíveis.

 

 

Mas faltará a terapia que só o povo, consciente e mobilizado, com liderança verdadeiramente patriótica poderá proporcionar.

 

 

Como todo estudo desta natureza, começamos com a formulação de uma hipótese. Nossa hipótese básica é que o Brasil, fora curtos momentos históricos, sempre foi uma colônia de estrangeiros. Poderia ter sido uma colônia de brasileiros, mas não o foi. Buscaremos demonstrar esta hipótese. Sendo ela verdadeira, o que mais urgente devemos conseguir, finalmente, é termos nossa completa independência, que se configuraria na construção do Estado Nacional Brasileiro soberano e cidadão.

 

 

A configuração deste Estado Nacional único, posto brasileiro, seria consequência do processo de libertação das amarras coloniais.

 

 

O gênio Darcy Ribeiro, em Os índios e a civilização (Editora Vozes, Petrópolis, 1979, 3ª edição) atenta para a integração socioeconômica dos indígenas brasileiros a um processo de expansão da Europa Ocidental no Brasil no aumento da massa proletarizada. “Um povo que não existe para si, mas para servir à prosperidade de minorias locais e de núcleos longínquos, ao custo de seu próprio desgaste. E se aos próprios brasileiros ela confere essa posição subalterna, aos indígenas que experimentam a expansão civilizadora a partir destes, condena a tamanho desgaste que mal permite a sobrevivência física de uns poucos.”

 

 

E continua Darcy Ribeiro denunciando que nem mesmo constitui uma atualização histórica, posto que acarreta a degradação biológica, levando à morte prematura, econômica, pela miséria e fome, e moral, posto que o ensina a se ver como pária, semianimal.

 

 

Num estado colonial, esta realidade jamais será modificada, pois não será atribuindo liberdade, abstrata e política, a quem necessita da integração participativa, da pedagogia do pertencimento.

 

 

Não se tratam apenas dos índios, mas da imensa maioria dos brasileiros, mestiços, negros, brancos, mulatos aqui nascidos, cuja condição econômica foi sempre de escravos, os “uber”, os “MEIs” do século 21, produzindo riqueza para ínfima minoria no Brasil e para usufruto dos colonizadores.

 

 

Toda tentativa de buscar a identidade, de levar a pedagogia do pertencimento nacional, de promover melhor condição de existência é rotulada de populismo, de esquerdismo, de comunismo, quando não de pecado.

 

 

A construção de um Estado Nacional Brasileiro, em bases nacionais, da cultura e do aproveitamento dos recursos naturais, tem motivado golpes, dos quais somos costumeiros, ou com tropas nas ruas, ou articulados em plenários e tribunais ou decididos em salas bancárias ou organismos estrangeiros.

 

 

Não temos pretensão de apresentar um projeto completo, acabado, até porque seria uma imposição, contrariando nossa proposta participativa. Programamos discutir a nossa formação histórica, econômica, social, cultural, como uma peneira de fatos e ideias que sejam decorrentes de nossa origem, múltipla, rica, entranhada em nossa alma, revelando as pepitas que poderemos, todos nós, usar nesta construção nacional do ser envolvente que é o Estado, próprio para um único país, posto ser nacional, e específico dos nascidos nos 8.516.000 km² de nossa Pátria: o Estado Nacional Brasileiro.

 

 

Iniciemos pela compreensão das funções de um Estado Nacional. Quase toda teoria que nos é apresentada serve para qualquer lugar, para qualquer povo ou cultura, para qualquer dimensão territorial e recursos naturais, logo não são próprias para um Estado Nacional específico.

 

 

Trataremos, então, de buscar as bases da construção do nosso Estado Nacional em nosso mundo físico, na riqueza de nossa terra em águas, minérios, energias primárias e fertilidade do solo, em nosso passado, nas ideias e reflexões sobre nossa história que possam orientar esta arquitetura do Estado Nacional Brasileiro.

 

 

Como viviam nossos ancestrais originários? Como viviam os primeiros habitantes importados? Como viviam os primeiros imigrantes? São questões importantes para que tenhamos as mais antigas organizações das populações que constituíram o Brasil. Mas não significa que devamos tomar uma delas, nem tão pouco realizarmos uma operação de fusão, cujo resultado pode ser um Frankenstein organizacional, senão entender seus projetos e confrontá-los com nossas necessidades e desejos atuais.

 

 

Posto isso, teremos, além do conhecimento do nosso corpo, do Brasil físico, o elemento cultural, que nem copiará pesquisas antropológicas, nem projetos de dominação e nem mesmo buscará o uso dos seres humanos por outros humanos. Veremos isso nos próximos artigos.

 


(*) Por Felipe Quintas, doutorando em Ciência Política, e

(**) Pedro Augusto Pinho é administrador aposentado.

 

Texto publicado, originalmente, no Monitor MercantilAEPET




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