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EDITORIAL – O coronavírus e o presidente bobalhão

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Pandemia é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, num continente, ou mesmo no Planeta Terra.

 

O mundo todo passa por uma das maiores pandemias de sua história, principalmente pela velocidade de contágio e impacto no atendimento pela rede pública e privada de saúde.

 

O coronavírus, detectado pela primeira vez na China em 2019, é responsável pelo surgimento de uma infecção respiratória, conhecida como COVID-19, que pode variar desde uma simples gripe até complicações muito graves, como pneumonia, colocando a vida em risco.

 

As complicações mais sérias desta infecção parecem surgir especialmente em pessoas idosas com mais de 60 anos, mas o vírus pode afetar pessoas de todas as idades. Por isso, todos devem estar atentos ao surgimento de sintomas que possam indicar a infecção, especialmente febre alta, tosse persistente e dificuldade para respirar.

 

A COVID-19 se transmite através de secreções respiratórias e saliva. Para evitar pegar ou transmitir a infecção é preciso tomar alguns cuidados como cobrir a boca ao tossir ou espirrar, lavar as mãos regularmente com água e sabão e evitar tocar nos olhos, nariz e boca, além de manter distância de ao menos dois metros de outras pessoas.

 

As autoridades da China atuaram com a rapidez necessária para impedir a rápida propagação do vírus e, como exemplo, construiu em apenas dez dias um gigantesco hospital somente para atender os contaminados. Mas alguns países, como Itália e Estados Unidos, demoraram a agir e colheram um maior número de infectados e mortos.

 

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, em vez de agir como um estadista, iniciou dizendo que tudo isso era uma fantasia, que era coisa de comunistas. Depois passou a atacar a imprensa, colocando-se como vítima de uma conspiração para derrubá-lo, ao criar um clima de histeria desnecessário.

 

O ponto alto da forma abobalhada dele agir foi convocar o povo para uma manifestação, em Brasília, misturando-se e cumprimentando um grande número de manifestantes, quando a orientação da Organização Mundial de Saúde era de que todos deveriam ficar em casa, exceto poucas categorias profissionais – como a de saúde – para tentar reduzir a velocidade de contágio.

 

Enquanto a situação já se mostrava grave, o jeito abobalhado do presidente sinalizava para a sociedade que tudo seria resolvido rapidamente, gravando inclusive um vídeo em que pregava o uso do medicamento cloroquina para combater a doença, dizendo que “mandou o laboratório do Exército fabricar a cloroquina” para milhões de pessoas.

 

Mas o jeito bobalhão do presidente não se detém diante de nada que seja científico. Afinal, para ele e seus seguidores, a ciência só serve para consolidar ideias comunistas, daí os grandes cortes de recursos para educação, saúde, ciência e tecnologia.

 

A sorte do país é o Congresso Nacional, apesar dos problemas que já conhecemos, resolveu governar, já que o presidente não o faz adequada e seriamente. Enquanto o ministro da Economia, também incompetente, apresentou um pacote de combate às consequências do coronavírus, para beneficiar ricos e retirar direitos dos trabalhadores, bem como dos pobres e dos miseráveis que estão fora do mercado de trabalho, o Congresso reagiu exigindo um plano imediato para reduzir as consequências da doença para a grande maioria da população.

 

Por tudo isso, precisamos esquecer o que diz Bolsonaro e devemos seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde, sempre de olho no que está sendo feito nos países que têm dirigentes sérios e competentes, de esquerda ou de direita.

 

Se dependermos do presidente bobalhão, teremos uma grande quantidade de mortos e uma economia em profunda recessão, com consequente comoção social, saques, arrastões e violência que atingirá os ricos, a classe média, os pobres e os miseráveis. Situação em que todos sairão perdendo.

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