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“O Conselho Nacional de Saúde é essencial para a democracia”

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Em meio à uma crise sanitária mundial sem precedentes, provocada pela pandemia do novo coronavírus, o Brasil vira o epicentro da doença na América Latina. E para completar, sem ministro da Saúde. Contrariando as orientações da Organização Mundial da Saúde, Bolsonaro condena o isolamento social e quer que a economia gire. Segue em rota de colisão com governadores e prefeitos que adotam medidas para conter o avanço da Covid-19, sem manifestar nenhuma solidariedade às famílias que choram por mais de 32 mil mortos.

 

Conheça nesta edição o trabalho do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que tem o papel de fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde e, desde o início da pandemia, orienta os órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário com vários documentos, como notas técnicas, campanhas, lives, dentre outros conteúdos e ações fundamentais nesse contexto tão grave para a vida das pessoas.

 

Segundo o presidente do CNS, Fernando Pigatto, “o funcionamento do CNS é essencial para a democracia, e tem que continuar exercendo plenamente, dialogando com a gestão, mas também cobrando a execução das políticas de saúde”.  O CNS prioriza o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde).

 

A proteção e a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores da saúde são prioridades do Conselho, que se preocupa com a proteção psicológica dos trabalhadores e com o acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados e suficientes.  “O CNS segue pautando os gestores a darem atenção a essa situação de muita dor e sofrimento aos profissionais na linha de frente”, explica Pigatto.

 

O CNS recebe denúncias de conselhos municipais e estaduais, e até mesmo de outras entidades. São diferentes violações aos direitos básicos dos trabalhadores, como falta de EPIs e descaso nas notificações de acidentes de trabalho. “No entanto, é uma questão complexa. A Saúde não é só física. Os profissionais estão passando por jornadas extenuantes, situações de muito medo, transtornos psicológicos leves e severos em relação à pandemia”, acrescenta Pigatto.

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