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O Cavalo do Comissário empacou

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Cavalo do comissário é uma expressão gauchesca que significa o favoritismo de alguém numa disputa, exclusivamente por causa do poder.

 

 

O cavalo do comissário – que virou lenda – tinha que ganhar as carreiras; caso contrário o Comissário criava um caso. Daí criou-se o ditado popular.

 

 

Aqui, no Rio Grande do Sul, o ex-governador Antônio Britto foi chamado de cavalo do comissário, pois para a grande mídia era o grande favorito em 1994. Ganhou apertado de Olívio Dutra, que ficou conhecido como Galo Missioneiro.

 

 

Galo Missioneiro entrou para o jargão como um destes ditados típicos dos gaúchos, para os quais galo é quase sinônimo de valente na briga. Já Missioneiro vem por conta de Olívio Dutra ser natural de Bossoroca, uma localidade das Missões Jesuíticas. Dali surgiram cantadores e pagadores que pelo típico físico de nosso ex-prefeito e ex-governador, com seu bigode, com uso de muitas vezes de bombacha, mala de garupa, fez dele um símbolo.

 

 

Em 2014, Olívio Dutra disputou o pleito ao senado com Lasier Martins, outro cavalo do comissário, anos e anos comandando programas de TV local. Perdeu por pouco.

 

 

Agora, Lasier amarela, como se diz pelos pagos gaúchos, não vai à disputa, no momento em que Olívio Dutra é anunciado candidato pela frente PT-PCdoB-PV.

 

 

O general, vice-presidente, Mourão disparou na suposta cancha reta, mas na pesquisa divulgada ontem pelo Ipec está em terceiro lugar (16%). Tudo indica que empacou. E está longe de ser um redomão. Ana Amélia, que já foi senadora, está em segundo (23%) e Olívio Dutra na dianteira, com ¼ dos votos, 25%.

 

 

Parece que Olívio vai se firmando. Todos falam que esta é a vez do Galo Missioneiro, que, aos 81 anos de idade, Olívio traz, além da maturidade política, da tradição do PT raiz, está se demonstrando um autêntico terrunho, declamando versos que lembram nossas tradições, o homem simples, disposto a boas peleias quando a missão é o Rio Grande do Sul.

 

 

Iniciamos hoje aqui no Jornal Brasil Popular um acompanhamento pari passu das eleições no Rio Grande do Sul.

 

(*) Por Adeli Sell, professor, escritor e bacharel em Direito

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