Num implícito reconhecimento de que as medidas restritivas adotadas no último dia 3 não foram suficientes para barrar o avanço da covid-19, no Maranhão, o governador Flávio Dino reuniu a imprensa hoje, dia 12, para anunciar a adoção de outras medidas não-farmacológicas,  além da manutenção daquelas aplicadas a partir da semana passada.

 

 

A partir de segunda, 15, bares e restaurantes na ilha da capital permanecerão fechados até o dia 21, domingo, enquanto os locais de culto religioso (igrejas, templos, terreiros, etc.) deverão funcionar com um máximo de 30% de ocupação pelo mesmo período.

 

 

O mandatário maranhense anunciou ainda a concessão de um auxílio emergencial de 600 reais para artistas e fazedores de cultura e de mil reais para os proprietários de bares e restaurantes atingidos pelas medidas divulgadas hoje. Os dois auxílios serão pagos em cota única até o dia 19 próximo.

 

 

Continuam em vigor as seguintes medidas estabelecidas no dia 3 passado: suspensão absoluta de festas e eventos em todo o Maranhão; estabelecimentos comerciais na Região Metropolitana de São Luís irão funcionar no horário das 9h às 21h; as aulas presenciais foram suspensas, bem como as atividades do serviço público estadual.

 

 

Conforme o boletim epidemiológico divulgado ontem, 11, pela Secretaria de Saúde, a capital atingiu ocupação de 97,25% dos leitos de UTI para pacientes com covid-19. O Maranhão registrou  ontem 838 novos casos e 34 mortes por covid-19. Ao todo, o estado já teve 226.172 casos confirmados e 5.413 óbitos pela doença. Dos casos registrados, 100 foram na Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa), 87 em Imperatriz e 651 nos demais municípios do estado. Os casos ativos, ou seja, pessoas que estão atualmente em tratamento contra a covid-19 chegaram a 11.692. Desses, 10.342 estão em isolamento social, 863 internados em enfermarias e 487 em leitos de unidade de terapia intensiva .

 

 

Flávio Dino confirmou, ainda, a falta de oxigênio ocorrida ontem no Hospital Municipal de Bacabal, o que provocou a remoção de pelo menos 12 pacientes para o Hospital Laura Vasconcelos, em Bacabal, e para o Hospital Regional Rubens Jorge, em Lago da Pedra.

 

 

Agora à noite, em entrevista ao programa Os Analistas, da TV Guará, de São Luís, o secretário de Políticas Públicas do Estado, médico Marcos Pacheco, reconheceu a política gradualista do Estado, admitindo que ela pode desembocar, em caso extremo, num lockdown, cuja duração e extensão  territorial será discutido no âmbito do governo e com a sociedade civil.