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Nota técnica aponta que, no retorno às aulas, testagem ficou em segundo plano no Brasil

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Análise conduzida pela Rede de Pesquisa Solidária avalia a segurança da retomada às atividades escolares presenciais no País

 

 

O Jornal da USP no Ar divulgou, nesta sexta-feira (16), que uma pesquisa conduzida pela Rede de Pesquisa Solidária põe em dúvida a segurança da retomada das atividades escolares presenciais no Brasil. Na matéria, a USP no Ar informa que, desde a retomada das atividades presenciais nas escolas, foram demandados cuidados para garantir a segurança de estudantes, funcionários e profissionais da educação.

A transição das telas de computador para as salas de aula exigiu dos gestores públicos atenção para que a transmissão do coronavírus não fosse favorecida. Com isso, a volta às aulas pautou a nova nota técnica da Rede de Pesquisa Solidária a respeito da pandemia, a qual indicou as principais deficiências enfrentadas pelos governos nesse processo. No documento, pesquisadores de diversas áreas buscaram indicar os caminhos ainda a serem seguidos no Brasil para uma retomada segura das atividades escolares.

“Essas medidas são complexas. Nós dividimos em medidas de média e alta complexidade. Queremos chamar a atenção ao fato de que existe um desafio adicional na área de testagem, porque isso requer que a Secretaria de Educação esteja coordenada com outras secretarias, como a de Saúde”, explica a professora Lorena Barberia, membro da Rede de Pesquisa Solidária.

 

Entre as constatações do boletim, descobre-se que houve uma falta de coordenação entre as políticas adotadas pelo governo federal e pelos governos locais, com diferentes protocolos para o retorno presencial. Um caminho para avaliar as intervenções feitas no Brasil foi a criação de um índice de segurança do retorno às aulas presenciais. Sobre ele, a pesquisadora Dara Aparecida Vilela Pinto aponta: “O governo federal tirou a menor nota entre os Estados e as capitais, ficando com a maior nota os Estados e em segundo as capitais”.

 

Outro ponto importante destacado pelas pesquisadoras foi o das áreas de intervenção para garantir o retorno seguro às salas de aula. “A testagem ativa não é preconizada pelos protocolos, nem do governo federal nem pela maioria dos governos estaduais e das capitais para conter eventuais surtos nas escolas. A testagem tem ficado em segundo plano nesses protocolos de retorno presencial”, revela Dara.

O nível de testagem também foi acompanhado da distribuição de máscaras na categoria de problemas de alta complexidade: “Percebemos que a nota de máscaras já poderia ter sido melhor, porque não é algo que demanda um gasto tão grande, mas a qualidade de máscaras ficou bastante negligenciada, praticamente nenhum lugar adotou”, aponta a pesquisadora Maíra Meyer, lembrando que foram priorizadas medidas não tão efetivas de higienização, como o uso de água sanitária, e subestimados investimentos mais relevantes, como na qualidade das máscaras.

Do Jornal da USP

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