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Nossa história não nos permite fugir desta luta

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Ao ir viver no Rio de Janeiro, durante a transição de minha adolescência para a fase adulta, tive a satisfação de conhecer minha torcida organizada, a Força Jovem do Vasco, e compreender sua importância em minha vida.

 

Na época, final da década de 1990, estava na cidade maravilhosa, residindo no apartamento de minha irmã Andréia, para fazer meu curso de Direito, na faculdade Bennett, e treinar Jiu-Jitsu na Gracie Humaitá, conforme orientado pelo meu Mestre do Distrito Federal, Ataíde Junior.

 

Lá tive a oportunidade de aprofundar meu conhecimento em diversos aspectos. Ao frequentar a rua Uruguaiana, após a faculdade, passei a conhecer a história do meu time de coração e da minha torcida organizada. Junto com os companheiros Beto Grajaú (meu amigo Roberto Robilard) e Cebola, além de vários outros, entendi o que era ser Vasco e lutar contra o preconceito e em defesa dos operários, como os camisas negras.

 

Este ensinamento contribuiu com minha militância no movimento social, em especial no movimento sindical, e faz com que apoie a 22ª família da Força Jovem do Vasco e todas as torcidas organizadas do país até os dias atuais. Torcidas que, muitas vezes, são discriminadas pelo Estado e são o único movimento que fazem a inclusão social e fornecem o apoio necessário para a formação de uma personalidade ética e responsável a diversos jovens e adolescentes de nossa sociedade.

 

 

Sinto orgulho da União da Torcidas Organizadas na luta contra o racismo e fascismo. Também tenho muito orgulho de junto com os companheiros Wallace “Negueré” e Vagner Freitas, em 2010, além de vários outros, ter feito parte da construção desta luta. Aos meus companheiros e companheiras de Organizadas quero apenas dizer que nos encontraremos nas ruas contra o racismo e fascismo. Afinal, a nossa história não nos permite fugir desta luta.

 

Em tempo: No próximo fim de semana, em Brasília e Rio de Janeiro, a torcida participará dos atos gerais. E no dia 13 faremos nosso ato específico.

 

 

Rodrigo Britto – Força Jovem do Vasco desde 1996, presidiu o Sindicato dos Bancários de Brasília (2007/2013) e a Central Única dos Trabalhadores de Brasília (2012/2019).

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