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Nós o repudiamos

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Não bastou ao genocida Bolsonaro converter o Governo Federal numa poderosa máquina de guerra e promover a morte de centenas de milhares de pessoas contaminadas pelo Covid-19, por ter negado vacina e empreendido uma maciça campanha de desinformação pública.

 

 

Não bastou a este negacionista infame zombar das aflições dos mais pobres durante a pandemia, contrariando todas as recomendações sanitárias de organismos internacionais ao desencorajar o uso de máscaras e desdenhar do potencial sanitário das vacinas.

 

 

Não bastou ao truculento presidente vociferar palavrões contra as mulheres, naturalizando o crime de estupro com afirmações sórdidas, típicas do patriarcado adoecido que insiste em negar direitos à metade da população brasileira.

 

 

Não bastou ao indigno presidente ocultar suas maracutaias decretando sigilo sobre assuntos públicos que deveriam estar sob a apreciação de toda a sociedade brasileira, que assim saberia o tamanho de sua hipocrisia e de sua familícia.

 

 

Não. Não bastou. O deplorável presidente resolveu revelar por conta própria que o esgoto que ele e seus asseclas habitam é bem mais fundo e mais putrefato; um lugar sujo onde vale tudo, inclusive assacar sexualmente contra meninas adolescentes indefesas.

 

 

Cruel e insensível, o genocida demonstrou toda sua promiscuidade pedófila ao afirmar em alto e bom som que “pintou um clima” com meninas venezuelanas de 14 anos, moradoras da Cidade de São Sebastião, no Distrito Federal.

 

 

Incapaz de um gesto de humanidade, o genocida demonstrou que habita a exata fronteira entre a selvageria e a barbárie ao considerar que aquelas meninas pobres eram prostitutas – por estarem se arrumando em um dia de sábado – daí sua conduta lasciva e libidinosa.

 

 

Por tudo de abominável que este ser representa, nós o repudiamos com veemência e nos solidarizamos com todas as mulheres e meninas do Brasil, que são ofendidas direta e indiretamente pelas afirmações absurdas proferidas por esta pessoa cuja marca é a misoginia e a violência dirigida à dignidade humana, sobretudo, de nós mulheres.

 

 

Lamentamos profundamente que o Brasil seja governado por uma pessoa tão truculenta e desprovida de civilidade. Todavia, temos a convicção de que no próximo dia 30 de outubro brasileiros e brasileiras darão um basta nas trevas que se instalaram em nosso país, elegendo um novo projeto de governo, embasado na promoção do respeito, afeto, amor e, sobretudo, solidariedade. Um projeto de fortalecimento da democracia brasileira.

 

 

(*) Por Hellen Frida, ativista feminista de São Sebastião, doula e educadora popular, integrante da Coletiva Somos..

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