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Nobel de Química vai para cientistas que criaram ferramenta para construção molecular

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Nobel da Química premia a catálise orgânica assimétrica, processo que acelera as reações químicas com catalisadores não metálicos, por exemplo, carbono, hidrogênio e enxofre. Vitória da química verde! 

 

A Academia Real das Ciências da Suécia anunciou, nesta quarta-feira (6), os vencedores do Prêmio Nobel 2021 em Química. A dupla Benjamin List e David WC MacMillan levou o prêmio “pelo desenvolvimento de organocatálise assimétrica”, que consiste em uma ferramenta capaz de atuar na construção molecular.

 

O trabalho de List e MacMillan tem ajudado a desenvolver novos medicamentos – e tornou a química mais sustentável. Pesquisadores ao redor do mundo acreditaram por muito tempo que havia apenas dois tipos de catalisadores disponíveis: metais, que poderiam ser pesados e prejudiciais ao meio ambiente, e enzimas.

 

Agora, ferramenta, que se baseia em pequenas moléculas orgânicas e foi desenvolvida em uma velocidade surpreendente, já “está beneficiando enormemente a humanidade”, segundo Pernilla Wittung-Stafshede, membro do comitê do Nobel de Química.

 

“Construir moléculas é uma arte difícil. Benjamin List e David MacMillan recebem o Prêmio Nobel de Química 2021 pelo desenvolvimento de uma nova ferramenta precisa para a construção molecular: a organocatálise. Isso teve um grande impacto na pesquisa farmacêutica e tornou a química mais verde”, disse a Academia ao anunciar os vencedores.

 

Os cientistas laureados nesta manhã dividirão o prêmio de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de R$ 6,3 milhões na cotação atual. O alemão List, de 53 anos, é pesquisador vinculado ao Instituto Max-Planck, na Alemanha, e o britânico MacMillan, 53, atua na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

 

Além do prêmio em dinheiro, eles receberão também uma medalha, com a face de Alfred Nobel, um diploma e um documento que atesta o valor do prêmio. As medalhas do Prêmio Nobel são feitas à mão em ouro reciclado de 18 quilates.

 

Segundo a Academia e o Comitê do Nobel, que analisaram a criação da ferramenta, trata-se de algo “engenhoso e novo”. A ferramenta tem sido usada na pesquisa de novos produtos farmacêuticos, além de tornar a Química mais verde.

 

De acordo com os membros do Nobel, a organocatálise se desenvolveu a uma velocidade surpreendente. “Os pesquisadores agora podem construir de forma mais eficiente qualquer coisa, desde novos produtos farmacêuticos até moléculas que podem capturar luz em células solares.”

 

A história do Nobel de Química

 

Ao longo da história do Nobel, 113 prêmios de Química foram concedidos entre 1901 e 2021. Destes, 25 prêmios nesta categoria foram compartilhados por dois laureados.

 

Ate hoje, sete mulheres receberam a láurea de Química. O cientista Frederick Sanger foi o único a receber o prêmio duas vezes, em 1958 e em 1980.

 

O premiado mais velho – entre todos os já premiados – é John B. Goodenough, que levou a láurea de Química aos 97 anos.

 

Outros premiados

 

As premiações do Nobel começaram nesta segunda-feira (4), com a láurea de Medicina concedida a dupla David Julius e Ardem Patapoutian. Eles ganharam o prêmio por suas descobertas sobre receptores de temperatura e toque.

 

Na terça, um trio de cientistas levou o Nobel de Física. O japonês Syukuro Manabe, o alemão Klaus Hasselmann e o italiano Giorgio Parisi receberam a láurea de Física deste ano “por contribuições inovadoras para a nossa compreensão de sistemas físicos complexos”.

 

O trabalho do três laureados em Física ajudou a compreender como se dão as mudanças climáticas que afetam o planeta.

 

Veja o cronograma do Prêmio Nobel

  • Medicina: segunda-feira (4)
  • Física: terça-feira (5)
  • Química: quarta-feira (6)
  • Literatura: quinta-feira (7)
  • Paz: sexta-feira (8)
  • Economia: segunda-feira (11)

Da CNN Brasil com edição do JBP

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