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No DF, EMMP forma 15 estudantes com belo trabalho de educação e inclusão

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O dia 15 de dezembro, última quinta-feira, foi muito especial para a Escola Meninos e Meninas do Parque (EMMP): a formatura de seus estudantes. Foram treze formandos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e duas formandas na turma de anos iniciais.

 

Amélia Cristina, diretora da EMMP, conhecida como Amelinha, conta que o significado dessa formatura é imenso, afinal, representa vitórias individuais e coletivas muito importantes. “Para quem dorme sob as estrelas e só as vê no céu, fechar um processo de ensino-aprendizagem e seguir para o próximo passo é muito significativo”, ela diz.

 

A EMMP é uma referência no Brasil inteiro pelo trabalho com pessoas em situação de rua. É um trabalho realizado com muito carinho e atenção, para acolher essas pessoas, oferecer educação de qualidade e contribuir para assegurar o direito delas a uma vida digna. “É preciso olhar cada estudante de forma integral”, destaca a professora Amelinha. “Na EMMP trabalhamos com pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social, além de muitos que apresentam deficiência cognitiva e sofrimento psíquico. A lei e as estratégias da EJA nos garantem a possibilidade de adaptar o curriculum conforme a necessidade de cada uma e cada um deles”, completa.

 

Em 2022, a escola obteve a autorização para oferecer o terceiro segmento de EJA, o que também representou uma grande vitória para escola e para os estudantes. Alguns estudantes, ao chegar perto da fase de conclusão do segmento, passam a se ausentar das avaliações e a protelar sua saída da escola. Com a abertura do terceiro segmento, essa realidade mudou. “Aqui eles encontram educação formal, pertencimento e uma forma de ocupar sua mente”, explica Amelinha.

 

Ela lembra que esses estudantes são pessoas em situação de rua, que carregam o muito pouco que têm em carrinhos de supermercado (cobertores, roupas itens de uso pessoal, panelas), e muitas vezes não têm como tomar um banho e se alimentar. Ao encaminhar esses estudantes a outras unidades escolares, a EMMP oferece a possibilidade de jantarem e tomarem banho antes de ir à aula.

 

Outra vitória importante de 2022 foi a conquista do primeiro lugar do Plano Piloto no 11º Circuito de Ciências; e terceiro lugar distrital. Motivo de orgulho para a escola, um dos formandos da última quinta foi um dos estudantes que se destacou no desenvolvimento do projeto premiado, que se referia a uma horta cultivada coletivamente, cultivando, também, o compromisso de cada um e de cada uma com as sementes que germinariam. “As sementes dão frutos”, orgulha-se a professora Amelinha. “A EJA planta sementes, possibilitando que as pessoas resgatem seus sonhos por meio da aquisição de conhecimento formal, adaptado à realidade de cada um(a)”, complementa.

 

Regina Célia, diretora do Sinpro que acompanha a escola, esteve na formatura. Ela saudou o trabalho da escola: “O trabalho desenvolvido pela Escola Meninos e Meninas do Parque possui especial importância no que se refere às medidas que devolvam a cidadania destes sujeitos, principalmente num momento em que vemos um grande aumento da população em situação de rua, causado pela crise econômica, preconceito e políticas públicas frágeis”, disse.

 

A diretoria do Sinpro parabeniza toda a equipe da Escola Meninos e Meninas do Parque, e cada uma e cada um dos formandos de 2022, desejando que essas sementes se espraiem e que muitos sonhos possam ser realizados.

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