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Nem perdão, nem esquecimento

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Não se pode normalizar a barbárie, e, para isso, é preciso garantir justiça. Anistia, não!

 

A trajetória de Bolsonaro no poder foi marcada pelo flerte constante com uma ruptura autoritária. É dentro desse contexto que as recentes manifestações golpistas, que contestam o resultado das eleições, encontraram terreno fértil para seguir existindo.

 

O próprio silêncio de Bolsonaro sobre a derrota eleitoral – que constitui em um ato de covardia de quem não sabe perder – serviu de sinal verde para uma minoria extremista bloquear rodovias e ocupar as ruas para exigir intervenção militar e anulação do pleito.

 

A baderna golpista, embora resiliente, não coloca em risco a posse de Lula, que já foi reconhecida nacional e internacionalmente, mas é um sinal de que seguiremos enfrentando essa extrema direita autoritária. Longe de ser um processo espontâneo, já foi revelada a existência de uma rede empresarial de financiamento dos lockouts e dos acampamentos. É preciso seguir o fio do dinheiro de quem banca o autoritarismo no Brasil e seus tentáculos e o Gabinete do Ódio.

 

Também é preciso deixar claro: os atos golpistas não encontram respaldo na Constituição de 1988 e tampouco podem ser comparados com manifestações populares ou com a luta política para ampliar as liberdades democráticas e os direitos sociais. Não podemos permitir que uma rede organizada de autoritários siga atuando, pois, primeiro, atacam as liberdades democráticas e pedem o fechamento das instituições, que serviram de contrapeso ao defender os princípios da Constituição, para, depois, inviabilizar a auto-organização dos trabalhadores, da juventude e dos movimentos sociais.

 

Diante disso, o PSOL já pediu ao STF que investigue quem está por trás da arquitetura de financiamento e de apoio logístico que dá sustentação aos atos. Em sua maioria, estão empresários do agronegócio, fazendeiros e donos de estandes de tiro. Ou seja, base de apoio de Bolsonaro. É preciso quebrar o sigilo bancário e telefônico desses empresários para responsabilizá-los criminalmente – juntamente com os agentes das milícias digitais antidemocráticas, que através da disseminação de fake news, também atuam para incitar os atos.

 

Não se pode normalizar a barbárie, e, para isso, é preciso garantir justiça. O Brasil precisa lutar por investigação e punição para Bolsonaro e os criminosos em relação aos crimes cometidos contra a vida, a saúde pública e nas relações com as milícias. Nem perdão, nem esquecimento. Anistia, não!

 

(*) Por Fernanda Melchionna é deputada federal (PSOL-RS)




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