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Navio de 340 metros pode naufragar no Maranhão

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Em pleno carnaval, um navio graneleiro de 340 metros de comprimento, 55 metros de largura e 21,5 metros de calado (parte do navio que fica abaixo d’água) encalhou a cerca de 100 quilômetros da costa do Maranhão e pode naufragar, uma vez que existem pelo menos dois pontos de entrada de água no compartimento de carga.

Caso o desastre ambiental se consume, será o terceiro episódio envolvendo a Vale que resulta em dano ambiental de monta. Os outros dois casos foram em terra, em áreas de mineração em Mariana e Brumadinho, no estado de Minas Gerais.

O navio Stellar Banner, de bandeira sul-coreana, tem em seu interior 294,8 mil toneladas de minério de ferro (o equivalente a 2.500 vagões ferroviários) e 3.640 toneladas de óleo destilado, que seriam utilizados como combustível na viagem de mais de 40 dias entre o Terminal da Ponta da Madeira, da Vale, em São Luís, e o porto de Qingdao, na China.

No dia 27, três dias após o encalhe do navio, a Marinha do Brasil criou um gabinete de crise envolvendo três unidades da força (em São Luís, Belém e Rio de Janeiro) “para tratar os possíveis danos ambientais advindos do encalhe da embarcação Stellar Banner e dos planos de desencalhe e salvatagem para a retirada dessa embarcação do local”.

Nos dois dias subsequentes, o Ibama detectou uma mancha de óleo espalhado numa área de 0,79 quilômetros quadrados de mar e colocou uma barreira de proteção de mil metros de circunferência em torno do navio para impedir a expansão da mancha de óleo. Até o fechamento desta edição (4/3), não houve mais comunicação oficial por nenhuma das partes envolvidas no episódio (Vale, empresa dona do navio, Ibama, Marinha).

No entanto, no dia 2, o vereador de São Luís, Professor Sá Marques, acusou o comandante da embarcação encalhada de ter “saído do balizamento das boias que define o canal de navegação desses navios”, o que teria causado a colisão do Stellar Banner contra uma pedra. Ele disse ainda que o controle marítimo exercido pela Vale tem como detectar a mudança de curso, mas que a empresa não fez nenhuma comunicação ao comando do navio para que houvesse a retificação do curso.

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