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Navio avariado na costa do Maranhão deve ser afundado

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Relatórios preliminares apontam um destino inesperado para o navio graneleiro Stellar Banner, que se avariou na costa do Maranhão no dia 25 de fevereiro e que, desde então, vem sendo acompanhado por autoridades marítimas e ambientais, pela proprietária do cargueiro e pela mineradora Vale, a quem pertencia a carga transportada pela embarcação avariada.

 

Segundo nota à imprensa expedida ontem pela Marinha do Brasil, o destino provável do Stellar Banner é ser afundado em águas profundas ou, no jargão marítimo, o navio deve ser “alijado”. Na nota, explica-se que a proprietária do navio, a empresa Polaris Shipping realizou estudos in loco das condições estruturais do graneleiro, utilizando mergulhadores e um submarino operado remotamente, que apontaram preliminarmente pelo alijamento do cargueiro.

 

No dia 25 de fevereiro deste ano, o Stellar Banner encalhou em um banco de areia a 100 quilômetros da costa maranhense. O navio foi levado à área de encalhe após ter apresentado duas fissuras de aproximadamente 25 metros no casco. A embarcação possui 350 metros e tem capacidade para 300 mil toneladas de carga.

 

No dia anterior, o graneleiro havia partido do Complexo Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, com destino a Quingdo, na China. Em seus porões, haviam 294,8 mil toneladas de minério de ferro, vendidas a uma empresa chinesa pela Vale. Nos tanques, 3,9 mil metros cúbicos de óleo, combustível destinado a garantir a viagem entre os dois portos.

 

Com o encalhe e a possibilidade de naufrágio, começaram as atividades de salvatagem, que, chegaram a envolver 255 militares da Marinha do Brasil, e vários equipamentos: os navios Iguatemi (apoio oceânico) e Garnier Sampaio (oceanográfico), um helicóptero UH-15 e quatro embarcações da Capitania dos Portos do Maranhão.

 

Um navio contratado pela Vale recolheu todo o óleo do Stellar Banner e uma megaoperação procedeu à retirada de 150 mil toneladas do minério de ferro, após o que a embarcação voltou a flutuar e foi rebocada para um outro ponto a 111 quilômetros da costa maranhense.

 

Cerca da metade da carga de minério de ferro ainda permanece nos porões do Stellar Banner é deve ser afundado junto com o navio. De acordo com a nota da Marinha, as quase 150 mil toneladas de minério que irão para o fundo do mar “não oferecem riscos à vida marinha nem à vida humana”. Se definido, o alijamento do Stellar Banner se dará a 150 quilômetros de distância da costa.

 

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