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Não defendo Putin, mas tem sempre um porém

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Quando mostro as razões da Rússia, fugindo da narrativa blocada do Ocidente que obedece a Washington, não é para defender Putin, mas para entender o encadeamento dos fatos (e das sucessivas agressões) que levaram à reação militar fulminante de Moscou.
Mal comparando, é como aquela situação insuportável em que o vizinho mal educado joga o lixo em seu quintal, põe o som alto durante a noite e ainda estaciona o carro na frente de sua garagem. Primeiro, você tentou dialogar, foi ignorado. Denunciou o vizinho à polícia e aí descobriu que ele é policial e de nada adiantou. Fez cartas para os jornais denunciando a falta de respeito aos seus direitos e finalmente entrou com a ação na Justiça, mas nada disso resolveu o problema. Serviu apenas para irritar o vizinho que passou a jogar mais lixo no meu quintal e botar o som ainda mais alto. Aí você vai lá pessoalmente tomar satisfação. Então você é acusado de agressão e invasão de domicílio…
Desde 2014 que Putin seguiu todos esses passos. Foram oito anos seguidos de agressões, massacres de russos em Donbass, nazificação do país, sanções, campanhas midiáticas mentirosas e armamento intensivo da Ucrânia pelos EUA e países europeus.
A gota d’água foi o presidente-fantoche da Ucrânia dizer que iria fazer arma nuclear (usando para isso a Usina de Chernobyl). Sem alternativas, Putin entrou na Ucrânia para resolver diretamente o problema.
Esse é o DNA dessa guerra, seu contexto histórico e nexos imediatos que causaram a intervenção russa e que não podemos ignorar por causa da propaganda tóxica do Império, vomitada a cada segundo pelos meios de comunicação de seu sistema mundial de poder, inclusive no Brasil da Rede Globo.
Para além da segurança da Rússia, que interessa também à paz mundial, não podemos deixar de considerar outro resultado muito importante desse conflito que é a possível quebra da opressiva hegemonia imperial americana e o rápido avanço de um mundo multipolar.
Do mundo bipolar da época da guerra fria, passamos para o mundo unipolar da década de 90, dominado pelo Império americano depois do fim da União Soviética. Mas na medida em que avançávamos no século XXI vemos o fortalecimento crescente das tendências para um mundo multipolar (e os governos Lula e Dilma foram partes desse processo). Isso tem gerado a desesperada reação do Império que não aceita perder seu antigo poder e não se importa de levar todo mundo junto para o caos e até mesmo para uma guerra nuclear que extinguiria a humanidade.
Para nós, uma esquerda que pode estar governando novamente o Brasil, um país que continuará enfrentando a força do Império, a posição internacional mais correta é defender o princípio de não intervenção e autodeterminação dos povos e não tomar a priori partido nesse conflito.
A afirmação da Nova Ordem Mundial multipolar é algo que interessa vitalmente o Brasil. Na realidade, o mundo multipolar é o pano de fundo, ou seja, a condição estratégica para a viabilização do desenvolvimento do Brasil democrático e popular como Nação independente e soberana.
Se condenar a guerra é um sentimento humano compreensível, apenas isso não ajuda a compreender o que está em jogo, nem mobilizar nossas forças para libertar o Brasil. Caso não reagisse, a Rússia cairia sob o tacão da hegemonia do Império americano, que faria da China a sua próxima vítima. Desse modo, o mundo voltaria à situação da década de 90, quando os EUA agiam de forma prepotente como se fosse o “senhor do universo”.
enfrentamento da hegemonia americana e a tentativa de quebrá-la (até agora exitosa), principalmente junto com a poderosa China, é o papel positivo que Putin cumpre na história e o único que de fato interesse à luta de nosso povo para libertar o Brasil da dependência ao Império do norte.
(*) Por Val Carvalho – escritor e militante de esquerda

 




 

 

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