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Nacionalismo de Putin é exemplo para interromper assalto à Petrobrás

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São previsíveis incontáveis desdobramentos mundo à fora da decisão intervencionista do presidente nacionalista russo Wladimir Putin nas províncias de Donetsk e Lugansk separatistas da Ucrânia, conferindo-lhes direito de independência e de luta contra assalto imperialista as suas economias, como tem acontecido por obra e arte dos Estados Unidos e OTAN nas antigas repúblicas socialistas no leste europeu.

 

 

O separatismo, apoiado, agora, por Putin, tende a produzir resistência internacional contra expansão neoliberal que proporcionou destruição econômica ucraniana, acompanhada, no governo do comediante Volodimir Zelinski, de fortalecimento de regimes nazi-fascista, tal como o de Bolsonaro, no Brasil.

 

 

Aqui, os neoliberais derrubaram a nacionalista Dilma Rousseff objetivando desnacionalização da Petrobrás, para dar lugar às empresas de petróleo americanas; abocanham reservas, refino e distribuição do petróleo nacional e fixam políticas de preços dolarizados que extraem renda da população para enriquecer, absurdamente, acionistas privados, enquanto penalizam consumidores.

 

 

Na Ucrânia, essa jogada combinada dos Estados Unidos e Otan levou ao golpe de 2014, que derrubou governo nacionalista aliado da Rússia, abrindo espaço ao modelo neoliberal; americanos e europeus conseguiram, por meio da OTAN, destruir, economicamente, a Ucrânia: objetivou o mesmo relativamente à Rússia, para derrotar o nacionalismo de Putin e instalar neoliberalismo; os nacionalistas russos, porém, não deixaram a manobra americana-europeia prosperar; tal impossibilidade, consequentemente, criou nova conjuntura internacional, especialmente, com avanço da aliança Russia-China.

 

 

Novo olhar nacionalista contra o neoliberalismo

 

 

Os nacionalistas de todo o mundo estão de olhos postos na Rússia e no seu comandante político que resistiu, com sucesso, ao assalto neoliberal, tal como se dá no Brasil, em que se abocanha o lucro líquido, praticamente, total da Petrobras, esvaziando capacidade de investimento da petroleira nacional.

 

 

Do lucro líquido de R$ 126 bilhões, do ano passado, R$ 105 bilhões foram para os acionistas privados; assalto puro e simples da população; do volume de investimento de R$ 40 bilhões alcançado na Era Lula e Dilma, hoje, sob comando dos neoliberais, tem-se inversões de somente R$ 8 bilhões, segundo Aepet – Associação dos Engenheiros da Petrobras.

 

 

O triunfo de Putin ao reagir e dar volta por cima relativamente ao assalto neoliberal internacional na Ucrânia e tentativa de estendê-lo à Rússia, para derrubar governo nacionalista russo, tende, portanto, a ser seguido no cenário da nova geopolítica internacional; esta, que se firma com Rússia e China, para exploração da nova fronteira econômica internacional da Eurásia, abala os neoliberais.

 

 

Nesse sentido, o triângulo geopolítico imperialista Estados Unidos-Europa-OTAN ditado pelo dólar encontra, de agora em diante, pela frente a versão oposta dos BRICs como fator de agregação internacional capaz de resistir aos imperialistas em fuga da Ucrânia, temerosos de enfrentar o poder de fogo nacionalista de Putin, apoiado por Jiping.

 

 

FCPA – Nova arma de Washington

 

 

O pano de fundo do princípio do fracasso neoliberal da união americana-europeia, ancorada na OTAN, tem como base de apoio a judicialização extraterritorial da legislação estadunidense conhecida por Foreign Corrupt Practices Act(FCPA); nascido em 1977, com impeachment do presidente Nixon para combater corrupção nos Estados Unidos, pela compra de servidores governamentais por grossas propinas, para beneficiar capitalistas monopolistas que transacionam com o governo, o FCPA ganhou dimensão extraordinária, depois que o Congresso aprovou, em 1979 extraterritorialidade dessa legislação essencialmente imperialista; ela seria extremamente fortalecida depois do fim da guerra fria; os parlamentos europeus sob pressão de Washington acordaram em submeter-se ao FCPA e, consequentemente, as empresas europeias – e seus funcionários – entraram no risco de serem processadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos; nem Rússia nem China, claro, aceitaram ter sua vida econômica sob judicialização americana, preservando suas empresas; o resto se submeteu ao tacão de ferro de Tio Sam, como exemplifica descrição de Frédéric Pierucci, no livro “ARAPUCA ESTADUNIDENSE – UMA LAVA JATO MUNDIAL” sobre a destruição da Alston, multinacional francesa, para ser literalmente engolida pela General Eletric, graças às ações punitivas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

 

 

Arapuca neoliberal americana X neonacionalismo putiniano

 

Pierucci demonstra com riqueza de detalhes como foram utilizados os mesmos métodos que seriam utilizados no Brasil, na Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro, tido como homem do departamento de justiça americano, para investigar corrupção na Petrobrás; por meio da FCPA, os acusados são presos e submetidos a pressões para fazer delações premiadas, seguidas de multas bilionárias, que engordam caixa do tesouro americano, de um lado, e fragilizam, de outro, as empresas estrangeiras, para não conseguirem mais competir com as suas concorrentes americanas; o Brasil, então governado por Dilma, foi alvo dessa estratégia imperialista que colocou a Petrobrás nas mãos de acionistas privados enquanto o povo brasileiro foi convocado a pagar a conta por meio de política de preços dolarizados, bombando inflação e redução de investimento da estatal em favor do desenvolvimento nacional; nesse momento que desata processo eleitoral, crescem os clamores da oposição contra tal política espoliativa que tende a expandir, especialmente, com o avanço de neo-nacionalismo, impulsionado pela ação intervencionista de Putin na Ucrânia, assaltada por essa mesma judicialização imperialista.

 

(*) Por César Fonseca é jornalista, atua no programa Tecendo o Amanhã, da TV Comunitária do Rio e edita o site Independência Sul Americana




 

 

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