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Na sombra de Bolsonaro, milícia cresce 387% e vira a maior organização criminosa do Rio

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Na capital fluminense, os números são ainda mais alarmantes: 74,2% das áreas de grupos armados são dominadas pelos milicianos

 

 

Em estudo realizado pelo Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF) e o Instituto Fogo Cruzado mostra um crescimento acentuado do domínio de territórios pelas milícias no Rio de Janeiro. Segundo os pesquisadores a ocupação dos territórios pelas milícias cresceu 387% em 16 anos.

 

 

 

A expansão das milícias no Rio de Janeiro tem se intensificado com a grave crise que o Estado enfrenta nos últimos anos. Após a eleição de Jair Bolsonaro e, no Rio de Janeiro, seus representantes Wilson Witzel e Cláudio Castro, a ocupação dos territórios passou por uma nova e robusta expansão.

 

 

 

Segundo o estudo, mais de 4,4 milhões de moradores da região metropolitana do Rio estão sob controle de grupos armados, sejam eles milicianos ou traficantes. Os grupos milicianos detêm o controle de uma área onde vivem 1,7 milhão de pessoas.

 

 

 

Segundo o estudo a região sob o comando de grupos armados está dividida em 49,9% nas mãos da milícia; 40,3% no domínio do Comando Vermelho; 8,9% no controle do TCP e 1,1% sob poder do ADA.

 

 

 

Ao fim, as falsas políticas de segurança pública como o “atira na cabecinha” de Witzel, as chacinas nas comunidades, comemoradas por Cláudio Castro e a atuação do clã Bolsonaro por meio das rachadinhas e a sua atuação pela liberação das armas servem para fortalecer as milícias e a ocupação dos territórios do Rio pelo crime organizado.

 

 

 

A Zona Oeste é apontada na pesquisa como berço dos grupos milicianos e cerca de 93% do território controlado por eles no Rio de Janeiro está nessa região do estado, segundo o levantamento.

 

 

 

“Cerca de 80% do crescimento da milícia vertiginoso das milícias se deu onde não havia controle territorial”, explica Daniel Hirata, sociólogo do GENI/UFF.

 

 

 

A Zona Oeste é também a sede política dos Bolsonaro. É inclusive nesta região onde está localizado o condomínio “Viviendas da Barra”, onde residem os familiares do presidente e onde vivia o miliciano Ronnie Lessa, assassino da vereadora Marielle Franco.

 

 

 

O novo Mapa dos Grupos Armados, em uma parceria do Instituto Fogo Cruzado com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF), mostrou que 10,0% de toda a área territorial do Grande Rio está sob domínio das milícias.

 

 

 

 

Na capital fluminense, os números são ainda mais alarmantes: 74,2% das áreas de grupos armados são dominadas pela milícia. Ou seja, praticamente 3 em cada 4 áreas controladas por criminosos no município está sob o domínio da milícia. Em relação ao território inteiro da cidade, 30% é controlado por algum grupo armado.

 

 

 

Portanto, as milícias são as principais responsáveis por esse aumento de áreas sob domínio de grupos armados e, por esse motivo, se tornaram a principal ameaça à segurança pública no território.

 

 

 

O levantamento também mostra que os grupos paramilitares se concentram na Zona Oeste do Rio, seguida pela Zona Norte.

 

 

 

“As bases econômicas da milícia e as bases da sustentação política têm a ver com a conivência e participação direta ou indireta de agentes públicos que favorecem as milícias. No caso da capital, a Zona Oeste é uma zona homogeneamente miliciana. Você tem um controle alto, constante e bastante consolidado. As milícias atuam criando corredores logísticos ali”, disse Daniel Hirata, professor de sociologia e coordenador do Geni/UFF.

 

 

 

O levantamento analisou mais de 689.933 mil denúncias do portal do Disque Denúncia que mencionavam milícias ou tráfico de drogas entre 2006 e 2021 para fazer o mapa de avanço dos domínios territoriais.

 

 

Relação antiga

 

 

 

A relação do clã Bolsonaro com integrantes das milícias é antiga e se estende por diversos membros da família.Em 2019, as investigações sobre o esquema de apropriação de salário de funcionários do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro aproximam a família do presidente da República, uma vez mais, de figuras associadas às milícias.
O esquema que ficou conhecido como “rachadinhas” foi alvo de grande investigação que o próprio Jair Bolsonaro atuou para ocultar.

 

 

 

No gabinete de Flávio trabalhou Fabrício de Queiroz, peça chave da relação dos Bolsonaro com as milícias. Ele é amigo pessoal do presidente, além de ex-policial e ex-motorista. Atualmente é candidato a deputado federal e conta com o apoio do clã à sua candidatura.

 

 

 

Queiroz era também amigo do miliciano e ex-capitão do Bope, Adriano Nóbrega, acusado de liderar o Escritório do Crime. Ele indicou a mãe e esposa de Adriano para trabalharem no gabinete de Flávio.

 

 

 

Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi detectada uma movimentação de R$ 7 milhões, entre os anos de 2014 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz.

 

 

 

Segundo admite o próprio Bolsonaro, R$ 40 mil desse valor foram repassados para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

 

 

 

Outro montante teria sido destinado ao próprio Flávio Bolsonaro. Após o caso virar um grande escândalo midiático, Queiroz se escondeu no Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio de Janeiro, a mesma região onde atuavam os milicianos presos na operação intocáveis, Ronald Pereira e Adriano Nóbrega, suspeitos no envolvimento na morte de Marielle Franco.

 

 

 

Agente duplo

 

 

 

E agora, na última sexta-feira (9), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, que tinha diversas ligações com o crime organizado, com associação criminosa, jogo do bicho, foi preso. Investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Turnowski encontraram indícios de que ele atuaria como agente duplo na guerra entre organizações criminosas.

 

 

 

Segundo essa primeira denúncia apresentada à Justiça, Turnowski beneficiava o grupo chefiado pelo bicheiro Fernando Iggnácio, assassinado em novembro de 2020, e prejudicava a quadrilha de Rogério de Andrade.

 

 

 

Allan Turnowski tinha uma relação “próxima e de respeito” com o ex-policial militar Ronnie Lessa, segundo o Ministério Público do Rio.

 

 

 

Lessa, acusado de matar Marielle Franco, era o informante de Turnowski, que pegava informações sobre Rogério de Andrade e repassava para o clã de Iggnácio.

 

 

 

“Allan Turnowski atuava de forma velada e dissimulada. Ele obtinha informações junto aos asseclas de Rogério de Andrade, como Jorge Luiz Fernandes (“Jorginho”) e Ronnie Lessa, e as repassava para Fernando Iggnácio, por meio de Maurício Demétrio e Marcelo e, com base nas informações obtidas, deliberaram estratégias para enfraquecer o grupo rival”, mostram as investigações do MP do Rio.

 

 

 

Antes de assumir como secretário, em setembro de 2020, Turnowski já havia sido convidado anteriormente por Wilson Witzel, na época governador, para assumir o cargo. No entanto, ele não aceitou. Desde 2019, o delegado chefiava o Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), responsável por todas as delegacias da cidade do Rio.

 

 

 

Durante sua gestão como secretário ocorreu a chacina do Jacarezinho, em maio de 2021, a segunda maior da história do Rio, que culminou na morte de 27 pessoas. Logo depois foi iniciado o projeto Cidade Integrada, de ocupação da comunidade na Zona Norte da cidade por forças do governo estadual, incluindo a polícia. O delegado definiu a ação como “um projeto grandioso, desafiador, que o Governador Cláudio Castro confiou às suas polícias a responsabilidade de retomar o território e mantê-lo no domínio do Estado”.

 

 

 

Turnowski deixou o cargo de secretário da Polícia Civil para concorrer, pela primeira vez, a um cargo político. Ele se lançou como candidato a deputado federal pelo Partido Liberal (PL), legenda do presidente Jair Bolsonaro e do governador Cláudio Castro, um de seus principais apoiadores.

 




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