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Na Luta. Na Resistência. Sempre!

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“Não basta que seja 

pura e justa

a nossa causa

É necessário que 

a pureza e a justiça

existam dentro de nós”

Agostinho Neto

 

A lição foi aprendida, vamos lutar. Nossa causa é justa. Nossa Fé e tanta. E a ira santa. Naquele fatídico 12 de maio, eu estava lá, na trincheira, no Senado Federal, com o Senador Donizeti Nogueira (PT/TO) e Mônica Sacramento. Na luta, na resistência. Foi um dia triste sim. Levei minha filha Valentina (4 aninhos) e minha companheira Maria Felix. Elas queriam testemunhar aquele momento. Mostrar àquela Guerreira nossa solidariedade. Era Golpe sim.

 

No colo de Dilma, minha pequena Valentina confortou: ” Não se ‘cocupe’: papai vai lutar e a mamãe e eu também”. Um compromisso que carrego para todos os dias, e elas também. No Comitê de Luta Contra o Golpe (“Fora Temer”/Fora Bolsonaro”). No Comitê Lula Livre. No Núcleo de Base, onde estiver, no PT. Foi sempre assim, em todas as lutas. Todo dia, toda hora. Em Brasília, em Curitiba, em Porto Alegre, São Paulo, São Bernardo. Na defesa da liberdade de Lula, e na luta pela democracia.

 

Mas, agora, neste 12 de maio – quatro anos depois -, a mesma certeza. É preciso resistir. Organizar a luta, organizar a resistência! Preparar o povo para deter a volta da ditadura. O perigo é iminente. Eles preparam um “autogolpe” para a volta da ditadura militar, e com requinte de crueldade. Estão usando a pandemia, a doença, a morte e o medo para desorganizar o país. Agem sorrateiramente, irresponsavelmente, com audácia e ousadia, mas estrategicamente. Sabem o quê – e para quê – estão fazendo isso.

 

São minoria, é verdade. São apenas 30%, mas são atrevidos, com ousadia enfrentam o sistema, a Constituição, o Estado. Querem destruir a democracia, tudo. Um exército de seguidores fanáticos, lunáticos, capazes de dar a própria vida (ou não). Fundamentalistas religiosos, não medem perigo. Aos moldes de uma seita, seguem o seu “mito”, a família, como seguiam os “filhos” de Reverendo Moon, nos EEUU, os membros da “sociedade livre” do “Novo Messias o Pastor Jin Jones, nas Guianas. Todos sabemos o fim destas duas histórias: Uma catástrofe humana, com suicídio coletivo.

 

Cabe a nós, militantes da democracia e da liberdade, que lutamos tanto nos anos 70 e 80, organizar a resistência, renovar as esperanças, esperançar o povo, apontar o caminho do pós pandemia, para um país cuja democracia ainda é nova novamente. Reencaminhar o país para uma sociedade mais justa e mais fraterna, sem ódio, nem rancor. Sem medo de ser feliz.

 

Neste dia 12, ouvindo o chamamento de Lula (via “lives”, em quarentena), pelo “FORA BOLSONARO”, ou lendo o alerta de Zé Dirceu, e se alimentando na força lúcida de Lucélia Santos, para dizer ao Laurêz e ao Attuch: Não desanime, o dia de hoje é só o começo da luta, na resistência.

 

E hoje, Valentina tem 8 anos,e embora menina ainda, já sabe o sentido da expressão “não se ‘cocupe'”.  Não se preocupe: Vamos lutar, que amanhã será 13 liberdade.

 

Osni Calixto é jornalista, poeta.escritor e militante.

 

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