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Na Fiesp, Lula defende ‘credibilidade, estabilidade e previsibilidade’ para superar crise ‘sem precedentes’

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Lula defende que país cresça promovendo inclusão. “A vantagem de o PIB crescer é distribuí-lo. Não adianta crescer 14% ao ano, como nos anos 70, e ficar com meia dúzia de pessoas”

 

 

Em debate na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira (9), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dirigiu sua fala para desfazer resistências junto ao empresariado do setor na entidade, presidida por Josué Gomes da Silva. O petista afirmou que a “crise quase sem precedentes” que atravessa o país se deve a “uma crise de credibilidade e governabilidade”, além da “falta de sintonia” entre Estado e instituições.

 

 

Segundo ele, as três palavras com que pretende governar são “credibilidade, estabilidade e previsibilidade”. Além disso, defendeu que o Brasil precisa “voltar à normalidade”, com as instituições cumprindo o seu papel. “O STF não pode fazer política e o Legislativo, papel da Suprema Corte. Este governo não executa nem o orçamento. O orçamento virou secreto”, criticou.

 

O ex-presidente reclamou de cobranças por supostamente ter de garantir ao mercado que seu governo terá responsabilidade fiscal. “Quem tem responsabilidade não precisa de teto de gastos”, disse. “Deixamos o país com 370 bilhões de dólares de reserva e é por isso que nunca quebrou.”

 

Como de costume, Lula defendeu na Fiesp que o país precisa crescer e promover inclusão. “A vantagem de o PIB crescer é distribuí-lo. Não adianta o PIB crescer 14% ao ano, como nos anos 70, e ficar com meia dúzia de pessoas”, disse. “Nosso programa passa por compreender que o Brasil precisa se reindustrializar. Quanto de engenharia e investimento em tecnologia tem em um grão de soja?”, destacou, momento em que foi aplaudido. Também exemplificou com a evolução científica necessária à pecuária.

 

 

Agronegócio e Bolsonaro

 

Em seguida, comentou uma reunião que teve com empresários do agronegócio, na qual quis saber por que o agronegócio “gosta do Bolsonaro”. “O que ele fez de bom para o agronegócio? Nada.” Para Lula, a última medida importante feita para o setor foi em seu governo, em 2008, com a securitização da dívida ruralista em R$ 89 bilhões, por meio de uma medida provisória.

 

Segundo ele, sem aquela medida o setor quebraria. “Foi a última coisa, o resto foi o plano safra normal”, disse. “Duvido alguém dizer o que Bolsonaro fez para o agronegócio”, desafiou. Ele também criticou as falsas informações sobre a ameaça que os setores conservadores e o bolsonarismo ainda o acusam de representar. “Me dê o nome de uma fazenda produtiva invadida pelos sem-terra”, provocou.

 

Antes de se pronunciar, Lula pediu que Geraldo Alckmin falasse aos interlocutores na Fiesp. “Porque o fato de estarmos juntos é uma das grandes novidades políticas desse país”, explicou. Segundo ele, a experiência de ambos como governantes significa “uma junção que só pode dar certo”.

Alckmin e a defesa da democracia

 

O ex-governador paulista usou o momento para uma intervenção política e se dirigiu à própria Fiesp, hoje presidida por Josué Gomes da Silva, para se referir ao manifesto Em defesa da Democracia e da Justiça. “Quero iniciar por agradecer a posição da Fiesp na defesa da democracia”, disse, quando foi aplaudido. “As pessoas passam, as instituições ficam. A nação é mais importante que um governo. A nação assinou a carta aos brasileiros, são valores e princípios permanentes”, acrescentou.

 

Ele afirmou que o documento, que contou com a participação de mais de cem instituições da sociedade civil, “retrata uma preocupação comum”. Mencionou a agenda da competitividade, crescimento com sustentabilidade e também a credibilidade do possível próximo governo. Segundo Alckmin, o fato de Lula ser “conhecido no mundo inteiro vai recolocar o Brasil na economia mundial”.

 

O vice do PSB destacou a necessidade de se construir confiança entre governo e setores produtivos para produzir um ambiente de propício ao desenvolvimento. “Faltam 400 mil trabalhadores na área de TI. O caminho é o diálogo. Quem ouve mais erra menos”, disse. Segundo Alckmin, o foco tem de ser “na questão de emprego e renda”. “Os produtores de chuchu não serão esquecidos”, brincou. No mesmo tom, Lula prometeu que “o chuchu vai virar commodity”.

 

O ex-presidente criticou Jair Bolsonaro mencionando a distribuição de dinheiro pela PEC do Auxílio, que vai jogar na economia quase R$ 42 bilhões em benefícios sociais a partir desta terça-feira. “Vamos concorrer vendo um dos adversários fazendo a maior distribuição de dinheiro que uma campanha politica já viu desde o fim do império”, disse. O pacote, porém, só vale até dezembro, lembrou Lula.

 

 




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